Uma audiência pública organizada pela Comissão de Saúde da Câmara retomou a velha e perigosa tentativa de liberação da venda de medicamentos em supermercados. A proposta abrange a inclusão de remédios que não precisam de prescrição nas gôndolas de supermercados e estabelecimentos similares, como lojas de conveniência.
O encontro reuniu representantes dos dois principais setores envolvidos, possibilitando que os mesmos expusessem seus posicionamentos em relação à proposta. Favorável a medida, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Galassi, reforçou o viés de interesse público:
“O retorno financeiro para o setor seria pouco relevante, mas representaria um ganho enorme para o consumidor”, comenta o executivo – “Isso seria um serviço adicional que, nós temos o entendimento, irá trazer um conforto maior ao consumidor, principalmente na questão do horário de compras e nas 10% das cidades brasileiras que não tem farmácias”, complementa.
O presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Fábio Basílio, posicionou-se contra a medida. “Ela vai gerar um grande desemprego na nossa categoria, porque supermercados e similares, como diz o projeto de lei, não terão a presença de um farmacêutico, gerando uma concorrência desleal com as farmácias e drogarias”, afirma o executivo.