França aplica multas milionárias por escassez de medicamentos

Grandes farmacêuticas francesas foram multadas na última terça-feira, dia 24, por infringir termos criados para evitar a escassez de medicamentos. O cenário de falta de fármacos tem se espalhado pela Europa nos últimos anos, motivando os órgãos responsáveis a impôr novas sanções, regras e intensificar suas fiscalizações.

Por meio de uma lei aprovada em 2020, e ampliada em 2022, a Agence Nationale de Sécurité du Médicament et des Produits de Santé (ASMN) anunciou multas de € 8 milhões (R$ 48,8 milhões) a 11 farmacêuticas.

XP vê desafios nas ações do setor farmacêutico

A XP revisou nesta semana as recomendações das ações do setor farmacêutico, segundo reportagem do ADVFN. O head de cobertura da área de saúde da corretora, Rafael Barros, destacou que observa dentro do segmento alguns desafios no curto prazo.

“A gente vê uma desaceleração no crescimento desse mercado, o que afeta mais a Hypera, que produz remédio para o varejo”, afirmou o executivo durante participação no morning call da XP. Segundo o relatório, há uma redução acentuada no potencial de crescimento da receita do setor.

“Na outra ponta, assistimos às clínicas e hospitais pressionando seus fornecedores por melhores preços e condições. Isso acaba estressando os resultados da Blau e da Viveo, que são alguns dos fornecedores do segmento institucional”, explica.

Viracopos busca atrair cargas da indústria farmacêutica

Dentre os pontos benéficos do certificado estão a maior visibilidade no comercio exterior; aumento do fluxo de carga de importação e exportação; enquadramento na padronização de qualidade Anvisa e diferencial competitivo.

Com isso, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, administradora do aeroporto, obteve duas certificações para os processos de Medicamentos e Produtos para Saúde: 1) Certificado de Boas Práticas de Armazenagem de Medicamentos e Insumos Farmacêuticos e, 2) Certificado de Boas Práticas de Armazenagem de Produtos Para Saúde.

Foram mais de 50 procedimentos verificados durante a auditoria da Anvisa no Terminal de Carga. Entre eles estão, por exemplo, a disponibilidade de gerador ou plano de contingência adequado para situações de ausência de energia elétrica.

Subsidiária da Johnson & Johnson solicita nova recuperação

A Red River Talc, subsidiária da Johnson & Johnson (J&J), registrou na última semana um pedido de recuperação judicial. A solicitação é a terceira de empresas ligadas à multinacional e faz parte de uma estratégia da farmacêutica para encerrar processos motivados por acusações de que seu talco para bebês estava contaminado com amianto e poderia ter causado diversos tipos de câncer. As informações são da CNN Brasil.

O plano da J&J conta com duas etapas e busca forçar um acordo com todos os demandantes. O primeiro passo seria transferir toda a responsabilidade do talco na subsidiária recém-criada, e após isso, solicitar a recuperação judicial. O movimento evitaria que a empresa mãe precisasse passar pelo mesmo processo.