Movimentações na diretoria da Anvisa agitam setor

O fim de mandatos na diretoria da Anvisa está pautando negociações entre executivos e políticos ligados ao canal farma. Três dos cinco assentos ficarão livres em dezembro, e a posição de diretor de medicamentos é a mais cobiçada no momento.

Um acordo entre o Congresso e o Planalto determinou que duas das vagas sejam preenchidas por indicações do governo, enquanto o Senado apontaria o profissional restante. No entanto, representantes de diversos laboratórios farmacêutico estão reivindicando que essa última indicação seja de Daniel Fernandes Pereira, para o cargo de diretor de medicamentos.

O executivo atualmente é diretor da autarquia, e um dos dois profissionais que não encerram o mandato nesse ano. Sua nomeação é bem vista por executivos do setor, que, já há algum tempo, trocam farpas com a agência sanitária.

Mercado de consumer health triplica em 10 anos

Em 2014, quem liderava o mercado de consumer health era a Hypera, com R$ 2,8 bilhões em vendas e quase 10% do mercado em suas mãos. Dez anos depois, a farmacêutica segue na ponta, com R$ 7,6 bilhões em vendas. Mas a fatia sob seu controle é menos significativa – pouco acima dos 7%

A vice-liderança também segue a mesma, com a P&G (2014: R$ 1,9 bilhão / 2024: R$ 4,9 bilhões). Já a Johnson & Johnson, que fechava o pódio com R$ 1,7 bilhão, fez spin off de sua divisão focada na categoria. Nasceu assim a Kenvue, que ocupa, atualmente, apenas a nona colocação, com R$ 3 bilhões.

Quem herdou o terceiro lugar foi a L’Oréal, com R$ 4,6 bilhões em negócios. Há dez anos, a fabricante figurava no quinto posto, com R$ 1,4 bilhão.

CNI promove visita de examinadores de patentes do INPI a indústrias em SP

Essa foi a primeira vez que uma equipe de examinadores de patentes do INPI esteve em uma fábrica de biofármacos. A Bionovis, instalada em Valinhos (SP), é pioneira na produção e na comercialização de medicamentos biológicos e biossimilares de alta complexidade no Brasil. É uma joint venture farmacêutica nacional e nasceu em 2012, a partir da união entre os laboratórios Aché, EMS, Hypera Pharma e União Química, proporcionando acesso a terapias de alto padrão em todo o território brasileiro.

O vice-presidente executivo da Bionovis, Thiago Mares Guia, classifica a visita dos examinadores do INPI como relevante para mostrar, na prática, a complexidade do que é desenvolvido pela empresa.

“Tudo que a gente desenvolve aqui está no setor de biotecnologia farmacêutica. Ele é altamente regulado e, ao mesmo tempo, requer um grau de tecnologia e ciência muito profundos para o desenvolvimento e para a produção dos medicamentos.”

Guia explica que os medicamentos biológicos têm ganhado cada vez mais importância econômica, social e clínica nos últimos anos. “Isso traz uma série de questões patentárias e de propriedade intelectual extremamente relevantes para o contexto desses medicamentos, seja no desenvolvimento e na produção e faz com que nossa empresa tenha que se especializar e navegar nesse cenário de propriedade intelectual”, destaca. Segundo o vice-presidente executivo da Bionovis, quase todos os fármacos produzidos lá por meio de parceria público-privada para transferência tecnológica são para atender o complexo econômico e industrial da saúde, incluindo o Sistema Único de Saúde (SUS), o mercado brasileiro e exportação.

Sanofi-Medley é referência em genéricos, política que ampliou acesso a medicamentos no Brasil

A segunda visita foi à Sanofi-Medley, baseada em Campinas (SP). A unidade abriga o centro de desenvolvimento de genéricos da Medley, onde há cerca de 40 projetos de pesquisa de medicamentos genéricos em andamento. A empresa produz em torno de 180 milhões de caixinhas de fármacos por ano.

A diretora de Propriedade Intelectual da Sanofi/Medley da América Latina, Maria Isabel Giacchetti, destacou o aspecto didático da visita dos examinadores de patente. “Aqui o examinador, que avalia os pedidos com aquela técnica toda, aquele mundo de informações técnicas, visualize na cabeça como é na prática o desenvolvimento daquele produto. Eles podem ver como é alto o investimento em inovação e desenvolvimento de um fármaco”, avalia. Segundo ela, a concessão de patentes de forma correta e num prazo razoável tornam o sistema de inovação possível.

Biolab anuncia Camila Clemes como Diretora de Gente e Gestão

Em uma abordagem mais estratégica e abrangente, a área de Recursos Humanos da Biolab Farmacêutica passa a se chamar Gente e Gestão, agora sob comando da nova diretora, Camila Clemes. Esse novo posicionamento também reforça o foco nos programas de desenvolvimento e valorização das pessoas.

Com 20 anos de carreira consolidada na área de Recursos Humanos, ela está há cinco na Biolab, quando iniciou no cargo de Gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO), onde teve papel importante na remodelação do programa de desenvolvimento de líderes e na reestruturação dos programas de RH.

Nos dois últimos anos, atuou como Governance Officer, acompanhando de perto a consolidação do Conselho Administrativo e participando ativamente das discussões de agendas estratégicas – experiência que contribuiu para uma visão completa do negócio.

Em sua nova função, ela se reporta diretamente ao CEO, Fabio Amorosino. Camila assume a responsabilidade das atividades relacionadas à gestão de pessoas, cultura organizacional e desenvolvimento de liderança, além de fomentar práticas que promovam o bem-estar e o engajamento dos times.

Hypera (HYPE3): por que ação desabou 8,30% após a EMS retirar proposta de fusão

Diante disso, o JPMorgan comenta que as negociações das ações da Hypera devem se voltar aos seus fundamentos, que continuarão fracos no curto prazo, com os resultados melhorando apenas a partir do segundo trimestre do ano que vem. Assim, limitando o apetite dos investidores para adicionar ações no curto prazo.

Por outro lado, o JPMorgan avalia que o risco de baixa para o preço das ações parece limitado do ponto de vista da avaliação.

No geral, apesar dos catalisadores de curto prazo limitados para fazer a ação subir até que os resultados comecem a melhorar, o banco americano continua a ver um alto valor intrínseco para as ações e reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 36. A empresa negocia a 8,5 vezes Preço/Lucro para 2026.

Planos de saúde aplicaram reajustes acima de 800%…

Nos últimos dez anos, usuários de planos de saúde coletivos foram impactados por um reajuste acumulado de até 814,93% em seus contratos, enquanto as correções aplicadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aos planos individuais e familiares acumularam alta de 154,83% no mesmo período. O levantamento inédito é do escritório Vilhena Silva Advogados, especializado em direito à saúde, que aponta essa disparidade como o principal motivo para o consumidor recorrer à Justiça.

A análise compara em uma série histórica – de 2014 a 2024 – os índices autorizados pela agência reguladora e os reajustes aplicados para planos coletivos e PMEs (com até 29 vidas) pelas três principais operadoras de saúde do Brasil — Bradesco, Sul América e Amil.