Healthtech brasileira entra no radar de aceleradores europeus

Depois de trabalhar monitorando os agentes do SUS em uma cidade no interior de São Paulo, Pereira chegou a uma conclusão. “Esse profissional precisava muito mais de ajuda do que de controle”, conta o executivo.

Foi nesse nicho que o empreendedor resolveu investir, ainda em 2015. O programa atua congregando informações sobre os pacientes, acompanhando seu estado de saúde e também gerando um mapa demográfico da população.

A solução começou a chamar a atenção da indústria farmacêutica, o que motivou a separação em duas frentes diferentes.

O Instituto EpHealth, a vertente pública, conta com 45 mil profissionais cadastrados e seis milhões de pacientes, estando presente em quatro mil municípios.

Já o EpScience, braço privado, atua junto a farmacêuticas fazendo estudos por encomenda.

Com ambas as atuações, a healthtech brasileira já acumula uma receita anual de R$ 6 milhões. Valor esse que ainda não contabiliza alguns projetos em andamento. Para 2024, a expectativa é um avanço de 50%.

Medicamento dermatológico é nova aposta de laboratório

Um medicamento dermatológico faz com que a Sanofi cresça no retrovisor da Amgen. O laboratório está testando um fármaco para dermatite atópica, o amlitelimabe, que vem surgindo como opção para o tratamento estudado pela concorrente, o rocatinlimabe. As informações são da Bloomberg.

Em comunicado divulgado na última sexta-feira, dia 13, a fabricante informou que 46% dos pacientes testados apresentaram melhora visível na pele após tratamento por 24 semanas.

O resultado é ainda mais animador do que o anteriormente divulgado: 22% após tratamento de 16 semanas.
De acordo com Peter Verdult, analista do Citi, o amlitemabe tem um potencial máximo de vendas na casa de € 1,6 bilhão (R$ 8,5 bilhões), mesmo sem ser considerado o pioneiro em comparação com o rocatinlimabe.

O ensaio de fase 3 para o fármaco está planejado para o primeiro semestre de 2024. O mesmo remédio também está sendo estudado para a asma, mas o estágio ainda é intermediário.

Lululemon entra no S&P 500 com saída da Activision Blizzard

Alguns analistas também consideram que a Lululemon está posicionada para ganhar com o uso mais amplos de medicamentos para a perda de peso, como o Ozempic e o Wegovy.

Lorraine Hutchinson, analista do Bank of America, disse que a perda de peso na população em geral poderia impulsionar um ciclo de renovação dos guarda-roupas.

Para ela, marcas de estilo de vida mais atlético e focadas em jovens adultos, caso da Lululemon, estão entre as beneficiárias mais prováveis desse potencial de compras.

Ozempic mostra promessa de sucesso em mais um tipo de tratamento

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou que, após os primeiros sinais de sucesso, vai interromper um estudo que analisa se o medicamento Ozempic pode ajudar no tratamento da insuficiência renal em diabéticos e pessoas com doenças renais crônicas.

A medida, segundo a companhia, é baseada em uma recomendação independente do Comitê de Monitorização de Dados (DMC, na sigla em inglês). A entidade aponta que “os resultados de uma análise interina cumpriram determinados critérios pré-especificados para interromper o ensaio precocemente em termos de eficácia”.

Iniciado em 2019, o estudo, intitulado FLOW, tem como principal objetivo demonstrar por meio do uso do Ozempic o atraso na progressão das doenças renais crônicas e reduzir o risco de mortalidade renal e cardiovascular nos dois grupos estudados.