Hemobrás promete concluir fábrica de medicamentos recombinantes até dezembro
A Hemobrás está sendo construída desde 2010. O projeto passou por mudanças estruturais como a divisão em duas fábricas, a de recombinantes e a de hemoderivados. Em 2015, a “Operação Pulso”, da Polícia Federal, recolheu dólares arremessados de um apartamento no edifício onde residiam gestores da empresa, no Recife.
Mesmo com a unidade de recombinantes ficando pronta em dezembro, a produção ainda será testada e analisada pela Anvisa por 12 meses até os produtos irem de fato a mercado. Segundo o presidente da Hemobrás, Antônio Edson de Souza Lucena, hoje o Brasil importa 700 milhões de unidades internacionais (iu) deste tipo de medicamento e a ideia é que a produção da Hemobrás suporte toda a demanda do SUS e ainda tenha excedente para ser exportado. Segundo ele, há apenas três produtores no mundo de recombinantes, sendo um nos EUA, um na Europa e outro em Singapura.
Antes da estatal firmar uma parceria com a japonesa Takeda para transferência de tecnológica de recombinantes, em 2019, o governo já tinha investido mais de R$ 1 bilhão na estrutura da Hemobrás, incluindo todas as linhas de produção – de recombinantes e de hemoderivados. Enquanto a Takeda bancou a conclusão da unidade de recombinantes, a unidade de hemoderivados recebeu mais R$ 1,1 bilhão em investimento público até agora, e deve alcançar R$ 1,4 bilhão até 2025, quando deve ser inaugurada.