Farmacêuticas tiram hormônio do crescimento do mercado

Duas multinacionais da indústria farmacêutica anunciaram recentemente o corte no fornecimento de somatropina, conhecida como hormônio do crescimento, no mercado brasileiro. O medicamento produzido pela Novo Nordisk está indisponível desde julho, ainda sem previsão de reabastecimento. Já a Merck vai interromper a distribuição em janeiro de 2024, também por tempo indeterminado.

O medicamento é indicado para o tratamento de distúrbios do crescimento em crianças e adolescentes. Pacientes devem buscar orientação médica para substituir a medicação por outra com o mesmo princípio ativo. As alternativas terapêuticas disponíveis no país estão com abastecimento regular, segundo as fabricantes.

Questionadas, as farmacêuticas atribuíram o desabastecimento a dificuldades logísticas e produtivas, e disseram que outros países também estão sendo afetados. Segundo a dinamarquesa Novo Nordisk, “intercorrências na implementação e operação de uma nova linha de envase” resultaram na produção abaixo do previsto. A alemã Merck, por sua vez, disse que está “trabalhando em todo o mundo para acelerar nossos processos e aumentar nossa capacidade produtiva para solucionar essa situação”.

Ozempic: farmacêutica investirá US$ 2,3 bi na França

A Novo Nordisk anunciou nessa quinta-feira (23) um investimento de US$ 2,3 bilhões (R$ 11,2 bilhões) para aumentar a produção de seus medicamentos para perda de peso e diabetes, altamente populares, em Chartres, na França, à medida que corre para atender à demanda crescente.

O investimento aumentará significativamente a capacidade de produção dos medicamentos atuais, incluindo Ozempic e Wegovy, bem como outros tratamentos para obesidade em desenvolvimento, disse a empresa farmacêutica dinamarquesa.

A Europa tem sofrido com a falta de Ozempic, utilizado no combate contra diabetes e que usa o mesmo ingrediente (semaglutida) do medicamento para perda de peso Wegovy, que ainda não está amplamente disponível na Europa.

A farmacêutica impôs restrições ao uso de Ozempic na União Europeia nesta semana, pois o medicamento também é procurado para tratamento de obesidade, apesar de não haver comprovação de sua eficácia neste caso.

A Alemanha está considerando proibir a exportação do medicamento. A Bélgica proibiu as prescrições da injeção semanal, a menos que sejam para pacientes com diabetes tipo 2.

Patente de vacinas vira derrota para laboratório americano

A patente de vacinas mRNA colocou frente a frente a Moderna e a parceria entre BioNTech e Pfizer. E o resultado não foi positivo para a primeira. As informações são do Notícias ao Minuto.

O processo tramitava no Instituto Europeu de Patentes e o órgão deu razão para a dupla. Segundo informações da Reuters, a Moderna irá recorrer da decisão, enquanto a BioNTech comemorou o veredito.

Na visão da reclamante, o laboratório e a empresa de biotecnologia copiaram o sistema de mRNA criado por ela e patenteado cerca de dez anos antes da pandemia da Covid-19.

Farmacêutica multinacional desiste de briga judicial

A farmacêutica multinacional Novartis desistiu de disputa judicial para acessar documentos da Takeda. O pedido da companhia suíça faz parte de uma investigação sobre um possível caso de roubo de segredos comerciais. As informações são do Fierce Pharma.

O objetivo da companhia era apurar se um ex-funcionário que atuava no Egito teria levado documentos confidenciais para a farmacêutica japonesa. Para tal, entrou com uma queixa junto ao Tribunal Superior de Massachusetts, nos Estados Unidos, no último mês de outubro.

Segundo a parte reclamante, o colaborador, antes de deixar seu cargo, transferiu mais de 10 mil documentos para seu e-mail pessoal. Pouco tempo depois, ele ocupou uma colocação similar na Takeda.