Ultrafarma terá vendas nos EUA e licenciamento de marca

A Ultrafarma anuncia detalhes de um plano de expansão com a meta de superar R$ 3 bilhões de faturamento ainda este ano. Entre as estratégias está a atuação nos Estados Unidos, a abertura de um processo de licenciamento de farmácias e uma operação de atacado voltada para PDVs independentes.

Os investimentos estimados somam R$ 30 milhões. A estreia no mercado norte-americano será viabilizada por meio de acordo com a Amazon, que acaba de ser assinado e envolverá os produtos da marca Sidney Oliveira. A expectativa é que, em até 60 dias, um portfólio de 200 SKUs de suplementos e vitaminas esteja disponível na loja virtual da gigante do varejo global.

A rede, entretanto, não exportará produtos para os Estados Unidos. “Na verdade, nossas linhas passarão a ser fabricadas nos Estados Unidos e também na Europa, por meio de laboratórios parceiros que já contam com a chancela das agências reguladoras locais – a Food and Drug Administration (FDA) e a European Mediciny Agency (EMA)”, comenta o diretor comercial Mario César.

Senador quer controlar dados em farmácias

O varejo farmacêutico repudia a tentativa de controlar dados em farmácias. Para o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, dados de clientes são utilizados em praticamente todos os setores da economia.

“Em qualquer transação comercial ou de serviços, identificar corretamente o usuário é mandatório nos dias de hoje, e não é diferente no setor. Conhecer o hábito de consumo resulta em melhor planejamento de produção na indústria farmacêutica, na redução de ruptura, no planejamento correto de aquisição de estoques e na disponibilização de benefícios que reduzam os níveis de abandono do tratamento, que no Brasil beiram 54%”, ressalta o executivo.

O pedido de CPF nas farmácias também abrange questões regulatórias. Ao contrário de outros setores do comércio, o varejo farmacêutico tem obrigações legais para formalizar a venda de determinados tipos de medicamentos, como aqueles de controle especial. “As informações do CPF têm que ser inseridas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da Anvisa”, afirma Francisco Celso Rodrigues, diretor-executivo da Abrafarma para a área de coordenação técnica e de comitês.

Marca própria potencializa ganhos do varejo

A marca própria é uma ferramenta que pode ajudar as farmácias a performarem melhor. Esse foi o insight retirado de um relatório produzido pelo Santander Research, em parceria com a Amicci. As informações são da Exame.

Devido ao maior poder de negociação com os fabricantes, as varejistas podem atingir uma margem de lucro até 30% maior com a comercialização de produtos de marca própria.

Outro ponto destacado pelos pesquisadores diz respeito ao preço. Segundo eles, a drogaria consegue praticar uma precificação até 20% menor nesses itens, o que serve de porta de entrada para o consumidor.
Para os pesquisadores, quando o assunto é o canal farma, quem melhor trabalha com o conceito de marca própria é a RD. De acordo com dados de 2022, os rótulos da varejista têm uma penetração de 9% nas vendas.