Bula digital em remédios da Pfizer terá QR Code

Bula digital pode estar em 100% dos remédios do Aché até 2024

A bula digital na indústria farmacêutica consolidou-se como realidade em meados do ano passado. Na oportunidade, mais de 100 apresentações de medicamentos do Aché chegaram às farmácias com QR Code nas embalagens.

O objetivo é, até 2024, implementar em todos os medicamentos. “O Aché sempre esteve na vanguarda com suas iniciativas para promover o acesso dos brasileiros a informações. Mais uma vez somos pioneiros ao adotar as bulas digitais de maneira ampla, de múltiplas formas, atendendo às necessidades de toda a população“, explica Gabriela Mallmann, diretora das áreas de qualidade e assuntos regulatórios da farmacêutica.

Boticário mira farmácias com produtos para cabelo

O mercado global de produtos para cabelo, estimado em US$ 93,4 bilhões em 2022, deve atingir US$ 131,3 bilhões até 2030, segundo estudo do ReportLinker. E o segmento deve ser um dos motores do plano do Grupo Boticário para avançar no varejo farmacêutico.

As vendas em farmácias já são responsáveis por 50% do faturamento da divisão B2B da companhia. A estreia no varejo farmacêutico ocorreu em 2018 com a marca Eudora Siàge, linha de produtos para cabelo presente em 37 mil PDVs em todo o país.

As perspectivas de expansão vão ao encontro de indicadores da Abrafarma. Segundo a entidade, que representa as 27 maiores redes do varejo farmacêutico nacional, a comercialização de itens de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC) teve alta de 15,34% no ano passado.

CADE aprova aquisição do laboratório Bergamo pela Blau Farmacêutica sem restrições

O fechamento da Transação ocorrerá apenas após o encerramento definitivo do procedimento do CADE e atendimento às demais condições precedentes estabelecidas no Contrato de Compra e Venda de Quotas. Até a data de fechamento da Transação as empresas não terão a condução de seus negócios alterada, sendo certo que permanecerão operando de forma independente.

A aquisição do Bergamo está em linha com um dos pilares da estratégia da Companhia, de fortalecimento de sua atuação no mercado de oncologia – através do aumento de capacidade produtiva e oferta de novos produtos – e com o seu propósito de “desenvolver e disponibilizar produtos e soluções de vanguarda para um mundo mais saudável e sustentável”.

Comunicado de recolhimento voluntário

Esclarece que foi constatado um desvio pontual na embalagem secundária (cartucho) de algumas unidades do medicamento cloridrato de nebivolol 5 mg, referente a uma possível troca com o cartucho do produto dicloridrato de betaistina 24 mg. A informação do número de lote é localizada na parte inferior do cartucho.

O Aché optou por recolher todo lote 2210654 disponível no mercado, ainda que o produto cloridrato de nebivolol 5 mg não apresente desvio, estando dentro dos parâmetros de qualidade, segurança e eficácia. Reforça que os demais lotes disponíveis no mercado destes medicamentos podem ser consumidos normalmente.

Comunicado de recolhimento voluntário – Maleato de Timolol 5 mg/mL, solução oftálmica

O Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº.
60.659.463/0029-92, com sede na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 – 20º andar – São Paulo/SP – CEP 05426-100, informa que está procedendo com o recolhimento voluntário do lote 2211686 do medicamento maleato de timolol 5 mg/mL, solução oftálmica (registro na Anvisa [1.0573.0615.001-7]), em virtude da detecção de alteração na faixa de pH.

A ação de recolhimento trata-se de uma medida preventiva motivada pelo reiterado compromisso do Aché em garantir a qualidade, eficácia e segurança de seus produtos junto aos pacientes, profissionais de saúde e parceiros de negócio. Por fim, ratifica que os demais lotes disponíveis no mercado destes medicamentos podem ser consumidos normalmente.

Raia Drogasil: Endividamento de concorrentes gera oportunidade de crescimento para a companhia

O executivo destaca que a companhia é resiliente e tem uma demanda gerada pelo envelhecimento da população, sendo menos dependente das variações do PIB.

O vice-presidente da companhia, Eugênio de Zagottis, destacou a expansão da rede na região Centro-Oeste, com a inauguração de um centro de distribuição em Cuiabá. A expansão da rede em São Paulo foi de 22%.

A plataforma digital do grupo foi citada como uma ferramenta para fidelizar o consumidor. Um cliente pontual compra cinco vezes ao ano, enquanto um assíduo compra em média 21 vezes ao ano. Já o cliente assíduo e digitalizado alcança em média 26 compras ao ano, com tíquete médio superior aos demais. De acordo com os dados da companhia, 1,4 milhão de clientes são assíduos e digitalizados.

A receita digital cresceu 63,3% em relação ao primeiro trimestre de 2022, com R$ 1,07 bilhão. Já a participação desse negócio na receita total ficou em 13,7%, ante 10% no mesmo período do ano passado.

Nas lojas físicas, houve crescimento de vendas de 12,6% nas unidades maduras no primeiro trimestre, 7,9 pontos percentuais acima do IPCA de 4,7%. O comando do grupo afirmou que há ganhos de margens nas lojas maduras, com o crescimento acima da inflação.

Modulação de fim de extensão de patentes é analisada no STF

A discussão em torno da extensão de patente de medicamentos chega a um novo estágio no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma reclamação (Rcl 59091) apresentada pelo laboratório EMS em 12 de abril sustenta ser legítima a adoção de providências para produção da versão genérica do anticoagulante rivaroxabana antes da publicação da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5529 — que limitou a 20 anos o prazo de patente, contados a partir do depósito do pedido.

A ADI considerou inconstitucional o parágrafo único da Lei de Propriedade Industrial, que determinava que o prazo de patente não poderia ser inferior a 10 anos da decisão do INPI aprovando a concessão. A decisão foi publicada em maio de 2021, com efeito retroativo para medicamentos. Dias depois, a versão genérica do rivaroxabana foi lançada no mercado. Pelo critério fixado pela ADI, a patente do medicamento expirou em dezembro de 2020.

Em suas manifestações na Justiça, a Bayer, contudo, sustenta que as ações preparatórias, como importação de lotes de produtos necessários para fazer o medicamento e pedidos de registro da Anvisa, somente poderiam ter sido adotadas a partir da ADI.

A discussão teve início na 3ª Vara Cível de Hortolândia. Ali, a decisão foi favorável à Bayer. A EMS foi condenada a destruir os lotes produzidos antes da ADI e ao pagamento de indenização por perdas e danos. Na sentença da 1ª instância, fica claro que o medicamento foi produzido em abril de 2021 — depois, portanto, do fim da patente, mas antes da publicação da ADI.

Governos desperdiçam R$ 1 a cada R$ 3 em medicamentos

O processo de compra de medicamentos no Brasil é ineficiente e sem padronização, segundo avaliação do deputado Daniel Soranz (PSD-RJ), ex-secretário de Saúde do Município do Rio de Janeiro. As informações são do Monitor Mercantil.

Estudo realizado pela equipe do parlamentar mostra que a falta de centralização na compra de medicamentos no país representa prejuízo bilionário para os cofres públicos. De acordo com o levantamento, dos R$ 21,4 bilhões gastos em compras de medicamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), R$ 6,5 bilhões – ou seja, quase 1/3 – poderiam ser economizados anualmente, considerando todos os remédios comprados de forma não centralizada.

Significa dizer que quase R$ 1 em cada R$ 3 é desperdiçado. Se considerar apenas os medicamentos genéricos, a economia seria de R$ 1,2 bilhão. “São quase 5 mil licitações por ano para comprar o mesmo produto. Isso acaba com o poder de compra do Estado, o que é muito grave, porque torna a compra ineficiente e mais cara”, considera o deputado.

O levantamento mostra que em alguns itens a variação de preço pode chegar a até 20 vezes na compra de medicamentos genéricos. O deputado cita o caso do Atenolol, remédio usado para o controle da hipertensão. Entre as licitações que foram realizadas para a compra do produto, o preço mínimo encontrado foi de R$ 0,03, e o máximo, de R$ 0,74, uma variação de 2.366%. O valor médio, por sua vez, foi de R$ 0,08, e a mediana, de R$ 0,07.

A variação de preço da Dipirona, medicamento usado frequentemente para tratar dores e febre, chega a 1.566%, com mínimo de R$ 0,03 e máximo de R$ 0,49. O preço médio é de R$ 0,15, e a mediana, de R$ 0,13. Para o parlamentar, a variação de preço entre os cerca de 5 mil compradores é muito grande e poderia ser eliminada se o Estado usasse seu poder de compra.