Depois de cinco anos, José Roberto Lettiere deixa o cargo de CFO para ocupar integralmente uma cadeira do conselho de administração e ser líder dos comitês de Finanças, Fusões e Aquisições — reforçando essa agenda. Lettiere foi responsável por toda a reestruturação societária da empresa que, em 2021, se tornou uma sociedade anônima e passou a divulgar resultados anualmente.
Para substituí-lo, a empresa escolheu Fausto Neto, com 20 anos de experiência em finanças e operações de fusões e aquisições. O executivo fez carreira na fabricante de cervejas AB InBev, contoladora da Ambev, e nos bancos Goldman Sachs e Merrill Lynch.
“Se o setor cresce 10% ao ano, a Cimed tem o compromisso de crescer 20%. Nosso compromisso é sempre crescer o dobro da indústria e fazer aquisições agrega ao crescimento”, diz João Adibe Marques, CEO da Cimed.
Mesmo sendo uma empresa de dono, o conselho administrativo externo forte é um recado positivo para a abertura de capital, segundo o executivo – embora esse não seja um plano em que a companhia tenha pressa. “Só vai acontecer se tiver um momento estratégico de valor grande. Com inflação e taxa de juros ainda onde estão, não”, diz.
Presidido por Nicola Calicchio, ex-CEO da McKinsey, há dois anos, o conselho ganha musculatura, com mandatos de finanças e aquisições e de sustentabilidade. Uma nova posição mais voltada para marketing também deve ser preenchida ainda este ano. No total, serão nove cadeiras.
Novo integrante do conselho de administração, Joaquim Leite, que foi ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro, será conselheiro no Comitê de Sustentabilidade da companhia, uma nova posição dentro do board.