Natura quer ser autossuficiente em óleo de palma até 2035

A Natura quer ter 45 mil hectares de sistemas agroflorestais de palma implantados no Pará até 2035, volume que cobrirá toda a demanda da empresa por essa matéria-prima.

O óleo de palma (planta que no Brasil também é chamada de dendê) é o principal insumo da companhia para a produção de sabonetes, cremes e xampus. Ele é usado também na indústria alimentícia e para a produção de biocombustíveis.

Nova gerente de marketing no Aché

O Aché recrutou Juliana Mambre para o cargo de gerente de marketing da divisão de cuidados especiais. Desde 2004 na indústria farmacêutica, já atuou como representante de vendas, gerente de produtos e marketing.

Formada em gestão de negócios e marketing pela ESPM, realizou cursos de extensão na PUC-RS. Biomm, Libbs, Sandoz e Sanofi integram seu vasto currículo.

Venda de genéricos aproxima-se de 2 bilhões de unidades

A venda de genéricos no mercado brasileiro já totaliza 1,98 bilhão de unidades. Os dados correspondem ao período de janeiro a dezembro de 2023 e representam um avanço de 5% em relação aos 12 meses do ano anterior.

O faturamento obtido com esse volume de transações chegou a R$ 17,9 bilhões, representando um aumento de 13,5% em relação a janeiro a dezembro de 2022.

Atualmente, essa classe de medicamentos detém mais de 70% das vendas em algumas categorias de produtos, sobretudo aos destinados ao tratamento de doenças crônicas como hipertensão, colesterol, e doenças do sistema nervoso central como ansiolíticos.

As informações são de um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base em indicadores de um instituto global de monitoramento do setor farmacêutico.
Por lei, o medicamento genérico precisa custar 35% a menos que os medicamentos de marca. No entanto, na prática, o desconto médio é de 67%. A economia direta ao longo dos últimos anos foi de quase R$ 300 bilhões aos consumidores.

Marca própria em farmácias cresce mais de 2 dígitos

A marca própria em farmácias vem se consolidando como fonte extra de receita para o setor. Quatro grandes redes do varejo farmacêutico viram o faturamento dessa categoria crescer 24% nos últimos 12 meses até novembro de 2023, em comparação ao mesmo período anterior.

Se considerada a performance do mercado de consumer health no segmento, que abrange MIPs, produtos de HPC e bomboniere, o desempenho das marcas próprias está 20 pontos percentuais acima.

Juntas, Raia Drogasil, DPSP, Panvel e Pague Menos movimentaram R$ 1,24 bilhão, contra R$ 996,7 milhões no intervalo entre dezembro de 2022 e novembro do ano passado.

A marca própria das farmácias sofreu especial influência das taxas de inflação no Brasil, cuja alta comprometeu a renda média dos brasileiros e forçou alterações da cesta de consumo. “E as farmácias vêm assimilando bem as lições de setores como o de supermercados e vestuário, apostando em portfólios exclusivos”, comenta a presidente da Abmapro, Neide Montesano.

Outros indicadores ajudam a sustentar essa tendência de alta. Estudo da NielsenIQ (NIQ), encomendado pela Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), revela que os produtos de marca própria estão presentes em 34% dos lares brasileiros.

Já o relatório do Santander Research, em parceria com a consultoria Amicci, apontou que os produtos de marca própria podem garantir uma margem bruta de lucratividade superior a 30%. Também possibilitam a aplicação de preços em média 20% mais baratos.

Indústria farmacêutica terá CD de R$ 100 milhões no país

São Paulo é a nova aposta de uma indústria farmacêutica multinacional. A Merck inaugura ainda neste mês de fevereiro seu novo centro de distribuição (CD) no Brasil, mais precisamente na cidade de Cajamar – Região Metropolitana do estado.

O investimento total no complexo foi de R$ 100 milhões, com foco na divisão de life science, de acordo com informações da IstoÉ Dinheiro.

O CD ocupa uma área de 13 mil metros quadrados, o dobro da capacidade de armazenagem do espaço anterior – localizado também na Grande São Paulo, mas na cidade de Cotia. Ao todo são 11 mil posições-pallets e mais de 50 mil unidades de manutenção de estoque. A região representa 60% da demanda de clientes da Merck em território brasileiro.

“Vamos otimizar as entregas na Região Metropolitana, em alguns casos em menos de 24 horas. Com a expansão crescente dos mercados farmacêuticos, que tiveram crescimento de 10,5% em 2023, a demanda por essas soluções tem aumentado”, ressalta Vinícius Andremarchi, head de distribuição da farmacêutica.

TCU analisa representação sobre possíveis irregularidades em contratações de medicamento para tratamento da Aids

O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou, na sessão plenária da última quarta-feira (31/1), representação a respeito de possíveis irregularidades, nos anos de 2023 e 2024, em contratações do Antirretroviral Dolutegravir 50 mg, medicamento utilizado no tratamento da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids).

O relator do processo, ministro Jorge Oliveira, considerou o mérito da representação parcialmente procedente. Em sua decisão, indeferiu os pedidos de medidas cautelares formulados pela empresa representante Blanver Farmoquímica e Farmacêutica S.A.

A empresa alegava o descumprimento do termo de compromisso assinado pelo Ministério da Saúde (MS) que obrigaria a pasta a adquirir 50% do quantitativo do Dolutegravir 50 mg por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). No entanto, o TCU verificou que o MS deixou de adquirir o medicamento por meio da PDP em razão da existência de processos judiciais relativos à concessão de patente havida no período e que, para o exercício 2023, realizou a compra por meio de Acordo de Cooperação Técnica firmado com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Indústria farmacêutica quer faturar R$ 100 milhões com OTC

A indústria farmacêutica brasileira EMS reforça suas fichas no mercado de OTC. Com faturamento de R$ 6,7 bilhões no ano passado, o laboratório prevê movimentar R$ 100 milhões com um único produto. As informações são do O Estado de S. Paulo.

Essa é a meta ousada da companhia para as vendas do Dermacyd, que tiveram início neste mês. O valor equivaleria a 27% do valor de compra da marca de sabonetes íntimos. Em maio de 2022, a EMS pagou R$ 366 milhões à Sanofi para deter os direitos de comercialização da linha.

A expectativa é elevar em três pontos percentuais o market share no segmento de OTC. O mercado de sabonetes íntimos movimenta em torno de R$ 300 milhões ao ano, sendo que o Dermacyd responde por 24% dessa receita.

Hypera (HYPE3): ação pode subir 41% nos próximos meses, segundo Safra

O banco Safra espera que o EBITDA do quarto trimestre de 2023 da Hypera (HYPE3) recue 13% na comparação anual, a R$ 639 milhões.

Já o lucro líquido deve atingir R$ 335 milhões no período entre outubro e dezembro do ano passado, uma queda anual de 22%. A companhia vai reportar seus resultados no dia 13 de março.

Os analistas afirmaram que a companhia ainda deve ser pressionada pela maior alavancagem e taxas de juros, além de um desempenho operacional pior.

O Safra recomenda compra na ação, com preço-alvo de R$ 44,00 nos próximos doze meses, uma potencial alta de 41% se considerado o preço atual (R$ 31,30).

Com IPO nos planos, Cimed aumenta conselho de administração e troca CFO

Depois de cinco anos, José Roberto Lettiere deixa o cargo de CFO para ocupar integralmente uma cadeira do conselho de administração e ser líder dos comitês de Finanças, Fusões e Aquisições — reforçando essa agenda. Lettiere foi responsável por toda a reestruturação societária da empresa que, em 2021, se tornou uma sociedade anônima e passou a divulgar resultados anualmente.

Para substituí-lo, a empresa escolheu Fausto Neto, com 20 anos de experiência em finanças e operações de fusões e aquisições. O executivo fez carreira na fabricante de cervejas AB InBev, contoladora da Ambev, e nos bancos Goldman Sachs e Merrill Lynch.

“Se o setor cresce 10% ao ano, a Cimed tem o compromisso de crescer 20%. Nosso compromisso é sempre crescer o dobro da indústria e fazer aquisições agrega ao crescimento”, diz João Adibe Marques, CEO da Cimed.

Mesmo sendo uma empresa de dono, o conselho administrativo externo forte é um recado positivo para a abertura de capital, segundo o executivo – embora esse não seja um plano em que a companhia tenha pressa. “Só vai acontecer se tiver um momento estratégico de valor grande. Com inflação e taxa de juros ainda onde estão, não”, diz.

Presidido por Nicola Calicchio, ex-CEO da McKinsey, há dois anos, o conselho ganha musculatura, com mandatos de finanças e aquisições e de sustentabilidade. Uma nova posição mais voltada para marketing também deve ser preenchida ainda este ano. No total, serão nove cadeiras.

Novo integrante do conselho de administração, Joaquim Leite, que foi ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro, será conselheiro no Comitê de Sustentabilidade da companhia, uma nova posição dentro do board.