Dengue: Vacina está disponível apenas no SUS

Em hospitais e laboratórios particulares de São Paulo quase já não é mais possível encontrar vacina contra a dengue. Após procurados, ao menos três grupos da capital paulista afirmaram que a quantidade de vacinas disponível é limitada.

Segundo a Takeda, fabricante da Qdenga, imunizante contra a dengue aprovado pela Anvisa, serão priorizados apenas os pedidos de vacina vindos do Ministério da Saúde.

O objetivo da decisão, de acordo com a farmacêutica, é promover acesso ao imunizante contra a dengue de forma integral e gratuita, prezando as demandas do PNI (Plano Nacional de Imunização). A empresa ainda disse estar comprometida na busca por parcerias com laboratórios públicos para aumentar a produção vacinal.

Estudos indicam que café pode reduzir risco de diabetes

Embora o consumo excessivo de café seja visto com maus olhos, diversos estudos têm demonstrado que há uma correlação benéfica entre a ingestão da bebida e a redução de risco de diabetes tipo 2.

De acordo com uma das pesquisas mais recentes, feita pelo periódico BMJ, ingerir um alto índice de cafeína que equivale de três a cinco xícaras diárias sem açúcar pode reduzir o nível de gordura, além de prevenir a diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisarem duas variantes genéticas comuns dos genes CYP1A2 e AHR (associados à velocidade do metabolismo da cafeína no corpo) em quase 10 mil pessoas que participaram de seis estudos de longo prazo.

Já um estudo publicado em 2021 afirma que pessoas que tomam de três a quatro xícaras de café por dia têm um risco 25% menor de desenvolver a doença em comparação às pessoas que tomam pouco ou nenhum café. A probabilidade de desenvolver diabetes diminui em cerca de 6% para cada xícara de café consumida diariamente, mas somente até cerca de seis xícaras.

Novo Nordisk dispara após teste de remédio para emagrecer

A Novo Nordisk, fabricante dinamarquesa de Ozempic e Wegovy, viu suas ações atingirem a máxima histórica nesta quinta (7) após ter anunciado avanço nos testes de um novo medicamento para perda de peso.

Os papéis subiram 8%, levando o valor de mercado da empresa para US$ 566 bilhões (R$ 2,79 trilhões), à frente de Tesla e Visa, segundo números citados pela agência Reuters.

A dinamarquesa segue atrás da principal competidora, a americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, que soma valor de mercado de US$ 741 bilhões.

Raia Drogasil volta a focar em SP e vê rivais com dificuldades no país

A empresa chegou a abrir de 30% a 40% das novas unidades na região entre 2017 e 2019, segundo dados de balanço, mas a fatia se reduziu. Em 2022, 10% das inaugurações ocorreram no Estado, e a ideia é acelerar esse percentual.

Foram 26 inaugurações no Estado paulista em 2022, e houve uma retomada em 2023, para 63. Para este ano, esse número deve ficar na faixa de 60 a 70, disse o CEO, Marcílio Pousada. Se chegar nos 70, será até 25% das aberturas. Estão previstas de 280 a 300 inaugurações em todo o país neste ano.

“Expansões têm caráter cíclico, a gente faz lojas e depois para e espera, para respirar, esperar amadurecer. Em São Paulo deixamos assim, e aí respiramos muito, então, estamos voltando”, disse em teleconferência ontem Eugenio De Zagottis, vice-presidente de relações com investidores e novos negócios.

A percepção no mercado é que há espaço para aceleração maior da rede em certas cidades do Estado – mesmo sendo uma região com grande quantidade de lojas – e que isso ficou em segundo plano, pelo foco maior da cadeia no Sul, Nordeste e Centro-Oeste.

Não se trata de sair abrindo de forma “desenfreada”, dizem os executivos, mas parte de um ajuste interno. O grupo também nega ser uma reação a um aumento da rivalidade local, e continua a ver um ambiente de redes menores, de 30 a 40 lojas, com dificuldades financeiras no país, algo que cresceu após a alta na taxa Selic.

“São Paulo é um mercado excepcional para a gente, mas para o resto é a Sibéria. Os outros se perdem porque é uma competição com os dois maiores do país. E nós dois estamos jogando em casa”, diz Zagottis. Apesar disso, há movimentos recentes de grande grupos. A Farmácias Nissei, do Paraná, após financiamento do Farallon Capital fechado em 2023, vai focar aberturas em 2024 no Estado.

A estratégia da Germed para se tornar a 3ª maior farmacêutica de genéricos no Brasil

Nova logomarca e embalagem refletem modernização e forte pilar estratégico de expansão da marca; projeção da companhia é faturar R$ 1,38 bi em 2024

Em um amplo movimento estratégico visando alcançar a terceira posição no mercado farmacêutico de genéricos até 2028, a Germed, laboratório farmacêutico do Grupo NC, (que também tem como empresas pertencentes EMS, Legrand e Novamed) anunciou o reposicionamento de marca, tendo como um dos principais pilares, a ampliação do seu portfólio. Além disso, o grupo que ocupa o ranking das 20 maiores farmacêuticas brasileiras, segundo levantamento da Abradilan (Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos), tem projeção de faturamento de R$ 1,38 bi em 2024.

Para a ação de rebranding, até o final do ano, serão investidos R$ 3,5 milhões em campanha online, em materiais de merchandising e no projeto de desenvolvimento da nova logomarca, identidade visual e verbal com o objetivo de modernizar e tornar a marca mais jovem, leve e próxima, com fácil reconhecimento nos canais de venda.

Vai mudar? Jogadores do Cruzeiro surgem com ‘novo patrocínio’ em camisa de 2024

Gerida pelo bilionário João Adibe, a farmacêutica patrocina o Cruzeiro desde outubro de 2022. O vínculo entre a empresa e o clube é válido até o fim de 2026. Além de patrocinar o time profissional masculino, a Cimed estampa os uniformes de base e da equipe feminina da Raposa.

Lançada nessa terça-feira (5), a nova camisa celeste faz alusão às conquistas do Campeonato Mineiro e da Supercopa Libertadores de 1992, além da Copa Ouro e da Copa Master da Supercopa, conquistadas em 1995. O uniforme traz estrelas estampadas no tecido em outro tom de azul e as cinco estrelas na cor branca.

A história do remédio que revolucionou tratamento da dor

Foi um marco científico. O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido pela marca comercial Aspirina, é considerado o medicamento que inaugurou a indústria farmacêutica.

Trata-se do primeiro fármaco a ser sintetizado em laboratório, ou seja, que não pode ser encontrado em sua forma final na natureza.

Seu registro de patente foi realizado pela empresa Bayer em 6 de março de 1899, em Berlim, na Alemanha. Era o começo de uma história de sucesso, que mudaria a maneira como a humanidade lida com a dor.

Evento pós-Davos debate desafios e oportunidades da IA

Adriana Lima, gerente de sustentabilidade e responsabilidade social na Roche Farma Brasil, e Patricia Byington, gerente de sustentabilidade da Novo Nordisk no Brasil, falaram sobre o papel da iniciativa privada e da importância de parcerias com startups sociais como a SAS Brasil.

“Não basta ter inovação na medicina se não conseguirmos levá-la para quem precisa. Daí o estabelecimento dessa parceria, que nos ajuda a chegar até populações vulneráveis”, explicou Lima.

No caso de doenças crônicas graves como o diabetes, o tratamento deve ir “muito além do medicamento”, incluindo diagnóstico apropriado e cuidado integral, afirmou Byington.

Elemento relevante na ampliação do atendimento a populações vulneráveis é a telemedicina, que ganhou força com a pandemia.

Fiocruz conversa com Takeda sobre transferência de tecnologia para fabricar Qdenga

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz teve conversas iniciais com a farmacêutica Takeda para que a tecnologia da vacina Qdenga seja transferida e o imunizante seja produzido no Brasil. Com a produção brasileira, seria possível ampliar a vacinação contra a dengue para outras faixas etárias.

A Qdenga está sendo usada no SUS (Sistema Único de Saúde) para imunização de jovens de 10 a 14 anos localizados em municípios com alta transmissão de dengue e incidência do sorotipo 2. Uma vacinação contra a dengue para outras faixas etárias esbarra no número limitado de doses disponibilizadas pela fabricante.