Planos de saúde se comprometem a suspender cancelamentos

Em acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) se comprometeram a suspender cancelamentos de contratos de convênios médicos das principais operadoras do País. Representantes de Amil, Unimed e Bradesco Saúde participaram da reunião. Como mostrou o Estadão na semana passada, as três companhias são alvo de investigações do MP do Estado de São Paulo por causa do alto número de beneficiários com autismo que tiveram contrato rescindido. O deputado Duarte Jr. (PSB-MA), relator da Lei dos Planos, disse que a suspensão dos cancelamentos vale para todos os beneficiários. Logo após o anúncio, porém, os termos do acordo ainda eram desencontrados.

Lira quer ouvir órgãos de defesa do consumidor antes de pautar projeto dos planos de saúde

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), vai se reunir no próxima semana com representantes de órgãos de defesa do consumidor para discutir o cancelamento unilateral de planos de saúde pelas operadoras. A conversa é tida como a última oitiva dos setores envolvidos na discussão antes de levar ao plenário da Casa o projeto de lei (PL) que altera as regras de funcionamento dos planos.

Lira afirmou a parlamentares que colocará o PL na ordem do dia da Câmara após a reunião com as entidades de defesa do consumidor. A expectativa é que o texto, sob relatoria do deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), seja votado na semana que vem ou na segunda semana de junho.

Ministro do TCU obriga compra de medicamento sem registro

O Ministério da Saúde tenta há cerca de um ano abastecer o SUS de imunoglobulina humana, um negócio de R$ 840 milhões, mas a compra segue embolada em meio a disputas comerciais.

Inicialmente, a pasta queria que somente empresas com registro na Anvisa –a grande maioria nacionais– participassem do pregão para garantir o controle da qualidade do produto. Mas uma decisão do ministro do TCU Vital do Rêgo impôs o acesso a fabricantes estrangeiros sem registro na agência, desde que tivessem alguma certificação internacional.

Sequela pulmonar pode piorar dois anos após a internação por Covid grave

Dois anos após a alta hospitalar, a maioria dos pacientes que tiveram Covid grave e precisaram ser intubados está apresentando sequelas pulmonares de longo prazo. Até mesmo alguns indivíduos que tinham tido uma boa recuperação após a doença voltaram a manifestar piora no quadro 24 meses após a internação.

Foi o que mostrou estudo conduzido no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), no âmbito do qual estão sendo monitorados 237 pacientes que desenvolveram a forma grave da infecção em 2020.