Marca própria vira aposta para expandir vendas

É de olho num mercado que movimenta cerca de R$ 47,5 bilhões por ano e está presente em 34% dos lares brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização, que grandes redes franqueadoras apostam em produtos de private label. “Levar marcas de franquia para o varejo é um caminho natural que ganhará cada vez mais adeptos, uma vez que as franqueadoras buscam novas fontes de renda”, afirma Marcelo Cherto, fundador do Grupo Cherto. “Trata-se de mais um ponto de contato com a marca em momentos de consumo diferentes da loja física”.

Na América Latina, um dos segmentos com maior avanço na área de private label é o canal farma, que registrou alta de 27,4% no último ano, contra 3,5% da média global. No Brasil, as cinco maiores redes de farmácia somaram R$ 2,33 bilhões em marcas próprias em 2023, segundo levantamento da IQVIA Brasil. No total o setor somou mais de R$ 4,5 bilhões. A rede FarMelhor ajudou a engordar os números. “Escolhemos 10 itens de alto giro na linha de nutracêuticos para entrar no setor de marcas exclusivas”, diz o CEO Renan Reis. “A meta é chegar a 30 até o fim do ano”, afirma Reis. Além das lojas físicas – são 250 em operação e um faturamento estimado de R$ 720 milhões, 20% a mais do que em 2023 – os produtos de marca própria são vendidos pelo aplicativo, marketplace e e-commerce.

Anvisa suspende o antiviral injetável Ganciclovir Sódico

Desde o dia 6 está suspenso o comércio e uso de lotes do antiviral Ganciclovir Sódico 500mg, produzido pela Eurofarma Laboratórios. A medida, publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União, foi adotada após ter sido constatada dificuldade de solubilização e suspeita de cristalização do produto.

Segundo a Anvisa, foi a própria Eurofarma que identificou os problemas na medicação, que é injetável. A empresa, então, enviou comunicado à Anvisa, no qual explicou a necessidade de fazer o recolhimento.