El Niño coloca commodities agrícolas no radar — e o Brasil aparece dos dois lados da equação

Em relatório de julho, o Chief Investment Office do UBS projeta que a possível volta do El Niño no segundo semestre de 2026 deve reintroduzir um prêmio de risco climático nos mercados agrícolas pelos próximos 12 a 18 meses. Para o Brasil, o cenário é ambíguo: maior produtor mundial de café arábica e peça-chave no açúcar, o país pode tanto sofrer com a seca no período de floração quanto atuar como amortecedor global de oferta.

John Authers | Um dia melhor para a inflação, um baita fiasco para a IBM

Inflação negativa nos EUA em junho tira corte de juros da mesa — mas não sela vitória do Fed. Trump recua em 24 horas sobre o pedágio de 20% em Ormuz, o CPI recua até no núcleo pela primeira vez em décadas e as apostas em alta de juros despencam. Enquanto Wall Street celebra o melhor trimestre de trading da história — com Goldman Sachs faturando US$ 7,42 bilhões e JPMorgan batendo recorde de lucro —, Kevin Warsh se recusa a declarar “missão cumprida” e a IBM amarga a maior queda diária de sua história.

UBS | Lucros fortes devem impulsionar as ações dos EUA para cima

Lucros em alta devem sustentar a escalada das ações americanas, aponta CIO. Com a temporada de resultados do 2º trimestre abrindo com sólidas superações dos grandes bancos, o escritório projeta crescimento de lucros de 28% no S&P 500 e todos os 11 setores no azul — impulsionados por um capex de IA rumo a USD 820 bilhões e pela retomada industrial. Apesar das tensões no Estreito de Ormuz, a casa fixa alvo de 8.200 pontos para o índice até junho de 2027.

JPMorgan | O mercado de trabalho dos EUA em 2026 “não está colapsando”: empregos, desemprego, crescimento salarial e tendências de contratação até agora

Mercado de trabalho dos EUA perde fôlego em junho: economia cria apenas 57 mil vagas, menos da metade do esperado, e meses anteriores são revisados para baixo. O desemprego cai a 4,2%, mas por um motivo pouco animador — a saída de cerca de 2 milhões de trabalhadores da força laboral desde dezembro. Com salários em desaceleração e inflação corroída pela alta da energia, todas as atenções se voltam ao Fed, que decide os juros em 28 e 29 de julho.

Financial Times | Economia da China cresce a uma das menores taxas em décadas

PIB da China desacelera para 4,3% e atinge pior marca em décadas, acendendo alerta sobre a segunda maior economia do mundo. Com o consumo interno estagnado, os investimentos em queda livre e uma dependência cada vez maior das exportações, Pequim fica abaixo da própria meta anual — e economistas questionam até que ponto os números oficiais refletem a real fragilidade da atividade.