Por Victor Rezende, Valor — São Paulo
20/06/2023 15h01 Atualizado há 18 horas
Diante de uma amenização nos ruídos políticos e da proposta de arcabouço fiscal, que limita as chances de desequilíbrio fiscal no curto prazo e que gerou, até mesmo, uma revisão na perspectiva do rating soberano (BB-) do Brasil de estável para positiva pela S&P, as estrategistas Tania Escobedo Jacob e Gisela Brant, do J.P. Morgan, permanecem construtivas com os ativos brasileiros, o que levou o banco a revisar suas projeções para o câmbio doméstico.
A projeção do J.P. Morgan para o dólar no fim do terceiro trimestre deste ano passou de R$ 5,10 para R$ 4,70, enquanto a estimativa do banco americano para o câmbio no fim do ano caiu de R$ 5,25 para R$ 4,90 por dólar. Além disso, as estrategistas do J.P. Morgan projetam o dólar a R$ 5,00 no fim do primeiro trimestre de 2024 e no segundo trimestre do próximo ano. Antes, a expectativa era que a moeda americana seria negociada a R% 5,25.
“As condições externas permanecem favoráveis aos mercados emergentes high yield”, o que deve continuar a favorecer o real, de acordo com o banco, enquanto as expectativas limitadas para novos aumentos nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) continuam a favorecer estratégias de carry trade. “Com o Brasil oferecendo os juros reais mais altos entre os mercados emergentes e a volatilidade do real nas mínimas do ano, posições compradas em real continuam atraentes”, dizem as profissionais.
No momento, o J.P. Morgan tem posições no mercado de câmbio e se posiciona para uma queda ainda mais acentuada do dólar via opções. Além disso, as estrategistas mantêm recomendação “overweight” nos juros pré brasileiros e permanecem com posições aplicadas no DI para janeiro de 2026 e esperam que a taxa alcance 10%. Há pouco, a taxa era negociada a 10,425%.
Fonte: Valor Econômico


