A Vinci Compass iniciou a captação de seu quinto fundo na estratégia de impacto social e quer levantar até R$ 1,2 bilhão. O capital será usado para adquirir participações minoritárias em companhias de médio porte para impulsionar o crescimento delas e preparar as futuras saídas dos fundadores, com a venda para um investidor estratégico ou outro fundo.
O Vinci Impacto e Retorno (VIR) V mantém o foco dos seus antecessores em saúde, varejo e serviços B2B, com 20% destinado Nordeste e Amazônia Legal, e acrescenta serviços ligados ao agro, com aportes entre R$ 50 milhões e R$ 200 milhões até o limite de 15% do capital de cada investida, somando até 12 empresas. O ciclo médio até a saída é de três a cinco anos.
Segundo o sócio da Vinci Compass responsável pela estratégia, José Luis Pano, o primeiro fechamento deve ocorrer até o fim do semestre a captação em dezembro. “Há bastante interesse dos investidores atuais, além de institucionais e famílias no Brasil, apostando na queda de juros”, diz Pepe, argentino que mantém os olhos voltados para o Brasil, onde está há quase 30 anos.
“Alguns investidores querem que olhemos América Latina, mas ainda não. Talvez no futuro possamos ter times por país, mas temos muito conhecimento local e entendemos que há muita oportunidade, principalmente fora de Rio e São Paulo, em empresas fora do radar da Faria Lima”, detalha.
Além de investidores, cerca de 5% do fundo será dinheiro da própria Vinci e dos sócios. “Sempre gostamos de fazer um aporte relevante”, diz o gestor. O fundo terá prazo de 10 anos, com período de investimento de cinco, taxa de gestão de 2% e taxa de performance de 20% sobre o que exceder um retorno preferencial de IPCA + 7% ao ano.
“Olhamos empresas com boas histórias, normalmente com 10 a 15 anos, já crescendo, nunca startups. Estamos olhando consultoria de licenciamento ambiental e de normas, serviços para educação básica, alternativa para jovens de 10 a 18 anos complementar à escola, e saúde, como hospital-dia, que é uma tese que gostamos bastante”, revela Pepe.
Sem poder abrir a meta de desempenho, ele explica que o fundo IV levantou R$ 1 bilhão e já devolveu cerca de 22% do capital aos cotistas, com nove investimentos. Entre os ativos estão Oeste Saúde (planos regionais), TranspoTech (locação de empilhadeiras elétricas), VerdFrut (varejo de hortifrúti), DMCard (crédito para classes C, D e E), Effico (serviços financeiros), Repet (reciclagem) e DRS (pesquisa clínica).
Além delas, foram investidas a Pró Infusion – vendida para Viveo com TIR de 76% ao ano em 20 meses, segundo Pepe – e a Diagmax, incorporada pelo Fleury com retorno de 1,8 vez o capital em dois anos. No fundo III, o investimento no Camarada Camarão gerou múltiplo de 3,8 vezes o capital e TIR anual de 27,5% em pouco mais de cinco anos.
Atualmente, há cinco processos de venda (totais ou parciais) em curso.
Fonte: Valor Econômico
