Por Valor — São Paulo
24/04/2024 09h21 Atualizado há 54 minutos
O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta terça-feira (23) o pacote de US$ 95 bilhões em ajuda para Ucrânia, Israel e Taiwan com um amplo apoio bipartidário, encerrando um impasse político que durou meses no Congresso. A legislação segue agora para a aprovação final do presidente Joe Biden.
O projeto de lei recebeu o apoio de 79 senadores, com 18 votando contra, representando uma vitória para o governo Biden e uma derrota para alguns legisladores republicanos próximos ao ex-presidente Donald Trump, que vinham barrando a ajuda à Ucrânia.
Após a sessão, Biden comemorou a aprovação do pacote, confirmando que assinaria o projeto nesta quarta-feira (24). “O Congresso aprovou minha legislação para fortalecer nossa segurança nacional e enviar uma mensagem ao mundo sobre o poder da liderança americana: nós defendemos firmemente a democracia e a liberdade, e nos opomos à tirania e à opressão”, afirmou.
Com isso, a ajuda pode começar a chegar à Ucrânia já nesta semana após longas discussões sobre a necessidade de despachar rapidamente novas armas a Kiev em meio à invasão em larga escala da Rússia e a necessidade de mais apoio militar.
O projeto de lei também reforçará a assistência militar dos EUA a Israel, apesar das crescentes tensões entre a Casa Branca e líderes israelenses sobre a guerra do paí na Faixa de Gaza e a grande quantidade de mortes de civis palestinos.
Segundo o “Financial Times” (FT), a China protestou contra os fundos na legislação para mais assistência militar a Taiwan, parte da parcela do Indo-Pacífico de US$ 8,12 bilhões. O apoio incluiu US$ 1,9 bilhão para reabastecer artigos de defesa e serviços fornecidos a Taipei e outros parceiros regionais, bem como US$ 2 bilhões em financiamento militar estrangeiro para Taiwan e outros aliados.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao Senado dos EUA pouco depois da votação, o que ele disse que “reforça o papel dos EUA como farol da democracia e líder do mundo livre”.
Zelensky enfatizou a importância das capacidades de longo alcance, artilharia e sistemas de defesa aérea. A escassez de mísseis antiaéreos nas últimas semanas permitiu que as forças russas lançassem ataques de mísseis de amplo alcance visando infraestruturas energéticas da Ucrânia.
Fonte: Valor Econômico