O rali recente da bolsa brasileira levou os analistas a sonharem com uma exposição a Brasil em fundos locais e internacionais de volta às médias históricas. O Itaú BBA fez as contas: isso significaria um fluxo de entrada na bolsa brasileira da ordem de R$ 270 bilhões, dos quais 45% viriam de estrangeiros e 55% de fundos locais — hoje com patrimônios enxutos dada a concorrência com a renda fixa.
Pelos cálculos do banco, cada aumento de um ponto percentual na participação do Brasil no índice MSCI Emerging Markets representaria cerca de R$ 79,3 bilhões em potencial de fluxo estrangeiro. A participação atual é de 4%, ante média histórica de 5,6%.
Entre os investidores domésticos, cada ponto percentual adicional da alocação de fundos locais em ações representaria cerca de R$ 113,2 bilhões. A participação atual da renda variável na indústria de fundos é de 7,6%, abaixo da média histórica de 8,9%. O Itaú BBA ressalta que, mesmo em uma mudança de governo, essa retomada dependeria de uma queda dos juros nominais para abaixo de 12%.
O banco mantém recomendação de exposição acima da média (“overweight”) ao Brasil dentro da América Latina, mas afirma que a relação entre risco e retorno ficou menos favorável depois da alta recente.
Fonte: Valor Econômico



