Dia de susto nos mercados financeiros globais. Na esteira da divulgação do “payroll” – relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos – com números muito mais fracos do que o esperado, o risco de recessão americana passou a ser o mote dos negócios.
Na Ásia, as bolsas do Japão e da Coreia do Sul despencaram, seguindo a tensão da sexta-feira passada em Nova York. O índice japonês Nikkei tece queda de 12,4% – a maior desde o ‘crash’ de outubro de 1987, enquanto o coreano Kospi afundou 8,8%. Quedas mais modestas foram observadas na China (-1,54%) e em Hong Kong (-1,46%).
Nos EUA, os futuros de ações apontam um dia bem negativo em Nova York. O Nasdaq perde 4,7% às 7h40; o S&P recua 3,1% e o Dow Jones cai cerca de 2%. O índice de volatilidade VIX – conhecido como índice do medo – dispara 107%.
As ADRs de empresas brasileiras em NY também espelham a tensão: Embraer afunda 9,4%, PetrobrasCotação de Petrobras perde 3,3% e Vale cai 5,4%.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 opera em queda de 2,5%, Paris – 2,3%, Londres -2,4% e Frankfurt 2,7%.
Entre as moedas, o índice do dólar DXY opera em queda de 0,52%, com o iene avançando 2,3% ante a moeda americana. O euro e a libra têm oscilações menores, com alta de 0,3%.
Mas as moedas emergentes têm um dia de fortes perdas: no momento, o peso mexicano cai 1,4%, o rand sul-africano perde 1,6% e a lira turca recua 0,3% – o que indica um dia pessimista para o real brasileiro.
O petroleo também espelha o medo da recessão nos EUA, mostrando perdas em torno de 2%. Já o cobre recua 2,5% e as commodities agrícolas mostram perdas generalizadas.
Entre os ativos de segurança, o ouro opera estável, ao passo que os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, recuavam em todas a curva de vencimentos, com o yield de 10 anos a 3,728%, de dois anos a 3,754 % e o de 30 anos a 4,069%.
No mercado de criptomeodas, o bitcoin cedia cerca de 10%.
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Fonte: Valor Econômico

