Por Pedro Borg, Valor — São Paulo
13/01/2023 15h17 Atualizado há 2 dias
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, enviou uma carta nesta sexta-feira para o presidente da Câmara, o republicano Kevin McCarthy, alertando-o que o limite da dívida do país deve ser atingido no próximo dia 19 de janeiro, e pediu para que a casa legislativa atue de maneira célere para aprovar a expansão do teto para impedir a interrupção de programas de governo.
Yellen alertou que, quando o país atingir o limite de US$ 31,38 trilhões da dívida, terão que adotar “medidas extraordinárias”, como interromper repasses para programas de aposentadoria do serviço civil e dos correios. A secretaria complementa que as ações são necessárias para que os EUA não deem calote em suas dívidas.
O pedido chega em meio a um Congresso rachado, com a Câmara de maioria republicana exigindo maior responsabilidade fiscal e o Senado de maioria democrata defendendo o aumento do limite da dívida.
É possível que a discussão dure dias e pode se tornar a pior crise da dívida americana desde 2011, quando impasses para aumentar o teto da dívida provocaram medidas extraordinárias de corte de custos, como o fechamento de parques nacionais e dos museus Smithsonian.
Yellen ressalta que executivos do Tesouro americano de ambos os partidos defendem o aumento do teto da dívida e que o país deve evitar ao máximo o calote.
“É crítico que o Congresso atue de maneira célere para aumentar ou suspender o limite da dívida. O fracasso em cumprir essas obrigações pode causar danos irreparáveis para a economia americana, para a vida dos americanos e para o sistema financeiro global”.
A secretária ressalta que aumentar o teto da dívida não autoriza novos gastos e não onera a população, mas que “simplesmente permite ao governo financiar obrigações legais existentes que tanto o Congresso quanto presidentes de ambos os partidos fizeram no passado”.
Fonte: Valor Econômico
