Por Bloomberg
05/09/2023 16h53 Atualizado há 2 horas
O Itaú avalia que as autoridades brasileiras deveriam considerar a retomada de um programa de recomposição de reservas líquidas internacionais, caso a conjuntura global permita.
Olhando para as principais métricas sobre o nível ideal e prudente para reservas, o Brasil está próximo ou acima dos padrões estabelecidos, diz o banco em relatório assinado pelo economista-chefe Mario Mesquita e a economista Julia Passabom.
Quando se olha para o volume de reservas líquido dos contratos de swaps cambiais, no entanto, a situação é menos confortável, segundo os economistas.
“A posição de reservas não chega a ser preocupante, mas não é tão robusta como no passado”, de acordo com o relatório. “O programa deveria ser implementado de maneira cautelosa e gradual, dando prioridade para uma redução inicial da posição de swaps cambiais.”
Segundo o Itaú, as reservas nominais atingiram patamar na casa de US$ 375 bilhões em 2018, enquanto o montante líquido, descontados os swaps cambiais, bateu o pico de US$ 371 bilhões em 2012. Esses volumes recuaram para cerca de US$ 342 bilhões e US$ 243 bilhões em agosto deste ano, respectivamente.
Na semana passada, quando questionado sobre uma potencial mudança na estratégia de intervenção no mercado brasileiro, o diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o BC iniciou ciclo de corte de juros e a boa prática recomenda não mexer em muitas coisas ao mesmo tempo.
Ele disse ainda que a piora do real nas últimas semanas é explicada majoritariamente pelo cenário internacional e que o BC monitorou o movimento do Banxico no mercado de câmbio no México.
O banco central mexicano anunciou uma redução de um programa de hedge projetado para controlar a volatilidade da moeda.
Fonte: Valor Econômico
