O ministro Fernando Haddad deve deixar o ministério ainda neste mês. Na avaliação de Haddad é importante que quem for escolhido assuma já e possa desenvolver o trabalho durante o ano inteiro, tratando todas as questões orçamentárias e fiscais. O ministro disse que vai conversar com presidente de Lula para decidir a data. Em entrevista que me concedeu na manhã desta quarta-feira, em Brasília, e que vai ao ar às 23h30 na GloboNews, perguntei se será o Dario Durigan, atual secretário- executivo do ministério, o seu substituto, e Haddad disse que sempre promoveu a equipe, que considera ótima, deixando claro que vai torcer por Durigan.
Questionei Haddad sobre como o novo ministro vai conseguir conter a pressão fiscal sempre maior no ano eleitoral, ponderando que ele tem um trânsito direto com o Palácio do Planalto, no gabinete do presidente Lula, e ele a resposta foi que Dario Durigan também tem muito trânsito na Esplanada, reforçando o nome do secretário como o sucessor dele no Ministério da Fazenda.
Haddad disse ainda não acreditar que o governo terá problemas com o Congresso pelo veto dos R$ 11 bilhões de emendas. Ele diz que os parlamentares vão entender, pelo o fato de o Congresso aprovou uma lei complementar estabelecendo um limite para as emendas, e esse limite não pode ser desrespeitado. Se for R$ 61 bilhões como foi incluindo no Orçamento, se descumpre a regra. E qual é o limite? É o limite do crescimento das despesas discricionárias e quem está decidindo qual é o valor exato é o Ministério do Planejamento, a ministra Simone Tebet, disse Haddad, que está nesse momento fazendo esse cálculo.
Em resposta a quem diz que a administração foi boa em vários pontos, mas a questão fiscal deixou a desejar, o ministro afirma ter reduzido em 70% o déficit público que recebeu e apresenta os números.
Fonte: O Globo