Os Estados Unidos colocaram nesta quarta-feira (3) suas tropas em alerta em meio a preocupações de uma resposta do Irã ao ataque israelense à embaixada do país em Damasco, na Síria, que matou comandantes seniores da Guarda Revolucionária iraniana no início desta semana.
O principal comandante da Força Aérea dos EUA para o Oriente Médio, Alexus Grynkewich, alertou, hoje, que as afirmações do Irã sobre a responsabilidade dos EUA no ataque poderiam pôr fim a uma pausa nas ofensivas de milícias às tropas americanas, que dura desde o início de fevereiro.
Segundo a “Associated Press” (AP), o comandante americano não vê uma ameaça específica às tropas dos EUA no momento, mas “estou preocupado por causa da retórica iraniana falando sobre os EUA, que pode haver um risco para nossas forças”.
Por ser um dos principais aliados de Israel, os EUA e sus forças na Síria e no Iraque já são alvos frequentes quando o Irã busca retaliação por ataques israelenses, explica Charles Lister, diretor do programa da Síria para o Instituto do Oriente Médio, a “AP”.
“O que os iranianos sempre fizeram, por anos, quando se sentiram mais agressivamente visados por Israel não foi retaliar contra israelenses, mas contra americanos, vendo-os como alvos fáceis na região”, disse Lister.
A preocupação de uma resposta iraniana contra as tropas americanas acontece mesmo com a mensagem urgente enviada pelos EUA de que o país não teve nada a ver com o bombardeio israelense à embaixada iraniana em Damasco.
O governo Biden insiste que não teve conhecimento prévio do ataque aéreo do início da semana. No entanto, o país está profundamente ligado às forças israelenses de qualquer maneira, por ser um aliado indispensável e importante fornecedor de armas, responsável por 70% das importações de armamentos.
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Soldado do exército americano se prepara para embarcar para uma missão — Foto: Ching Oettel/US Army
Fonte: Valor Econômico