Em entrevista, senador eleito também diz que Auxílio Brasil de R$ 600 a partir de 1ª de janeiro está garantido
Por Valor — Brasília
02/11/2022 16h35 Atualizado
1 de 1 Coordenador de Lula para Orçamento prevê reajuste real de 1,3% ou 1,4% para salário mínimo de 2023
Wellington Dias Antonio Cruz/Agência Brasil
O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende realizar pelo menos quatro mudanças principais no Orçamento federal de 2023, que está em tramitação no Congresso. São elas: manter o Auxílio Brasil em R$ 600; garantir reajuste real de 1,3% a 1,4% para o salário mínimo; aumentar os recursos para a Farmácia Popular; aumentar o recurso para a educação.
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As alterações foram listadas nesta quarta-feira pelo senador eleito Wellington Dias (PT-PI), responsável por negociar mudanças no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023 a pedido de Lula. Dias se reunirá nesta quinta-feira (3) com o senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do texto.
“O objetivo é garantir continuidade para o Auxílio Brasil”, disse em entrevista à GloboNews. “Então os R$ 600 seguem em condições de pagamento a partir de 1º de janeiro. Não haverá descontinuidade. O que precisamos? É de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), a necessidade de constar do Orçamento. É isso que nós vamos garantir.”
Dias também reafirmou que a ideia do governo eleito é que o reajuste do salário mínimo leve em conta a média do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos cinco anos anteriores. No caso de 2023, o reajuste real ficaria entre 1,3% e 1,4%, segundo o senador eleito.
Ele ainda mencionou “situações específicas” que precisarão ser abordadas no Orçamento de 2023, como é o reforço da Farmácia Popular.
“Precisa organizar para não faltar medicamentos. Essas filas realmente a necessidade de ter mutirões para podermos dar conta de pessoas que estão morrendo, aguardando atendimento”, disse. “Ao mesmo tempo, temos situações relacionadas à educação. Não pode matar as universidades. Há a necessidade de cuidar de merenda escolar. Vamos fazer a conta [de todas as mudanças] e garantir as condições de previsão legal já a partir de 2023.”
Ele ainda mencionou a necessidade de terminar “obras inacabadas”, que estaria ligada a um “plano estratégico” mais amplo, “com medidas de curto, médio e longo prazo”.
Além de Dias e Castro, também deve participar da reunião desta quinta-feira o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), que é coordenador da equipe de transição.
Fonte: Valor Econômico