Por Valor — São Paulo
17/10/2023 16h57 Atualizado há 13 horas
A Jordânia anunciou o cancelamento de uma cúpula com a participação do presidente americano, Joe Biden, que tinha como objetivo retomar o processo de paz no Oriente Médio em pleno conflito entre Israel e o grupo extremista armado Hamas.
O anúncio do cancelamento foi feito nesta terça-feira (17), após um bombardeio a um hospital em Gaza. Estima-se que o ataque tenha deixado entre 200 e 500 mortos.
“A cúpula será realizada quando tiver sido tomada a decisão de parar a guerra e pôr fim a estes massacres”, disse o ministro jordaniano das Relações Exteriores, Ayman Safadi.
Antes do anúncio da Jordânia, o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, já havia cancelado presença no encontro com Biden, também citando o ataque ao hospital na Faixa de Gaza.
No encontro agora cancelado, Biden conversaria com Abbas e outras lideranças do Oriente Médio sobre o estabelecimento de corredores humanitários e a segurança dos civis na Faixa de Gaza.
A Autoridade Palestina controla a Cisjordânia, região da Palestina que não tem ligação terrestre com a Faixa de Gaza, controlada pelo grupo terrorista Hamas.
Abbas irá voltar nesta quarta-feira para Ramallah, na Cisjordânia, segundo a “AP”.
Apesar do esvaziamento da agenda prevista, Biden manteve a viagem ao Oriente Médio e embarcou rumo a Israel horas depois do bombardeio ao hospital. Em Tel Aviv, o presidente americano vai se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
De acordo com a Casa Branca, Biden promete permanecer em contato durante os próximos dias com os três dirigentes árabes com os quais deveria se reunir: o rei Abdullah II, da Jordânia, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o presidente egípcio, Abdel Fattah al Sissi.
O democrata transmitiu suas “mais profundas condolências pelas vidas perdidas na explosão em um hospital em Gaza” e desejou a “pronta recuperação dos feridos”, informou a Casa Branca.
Fonte: Valor Econômico