Segundo o diretor-presidente, Breno Oliveira, a operação contou com participação relevante tanto de acionistas controladores quanto de minoritários
O aumento de capital de R$ 1,5 bilhão da HyperaCotação de Hypera – dona de marcas como Buscopan, Neosaldina e Torsilax – reduziu em quase 20% sua dívida líquida. As informações foram passadas pelo comando da farmacêutica, nesta quarta-feira (29), em teleconferência com analistas sobre resultados do primeiro trimestre deste ano.
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Segundo o diretor-presidente, Breno Oliveira, a operação contou com participação relevante tanto de acionistas controladores quanto de minoritários. “Com o aumento de capital, reduzimos a nossa dívida líquida em quase 20%, chegando a uma alavancagem de 2,2 vezes o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização]”, disse.
“Isso reduz a exposição à taxa de juros pós-fixadas em um ano em que teremos eleições presidenciais no Brasil e diminui as despesas com juros”, completou o executivo. Segundo balanço divulgado pela HyperaCotação de Hypera, a dívida líquida da companhia era de R$ 6,3 bilhões ao fim de março, patamar 17,8% inferior ao quarto trimestre de 2025.
Oliveira disse também que a companhia alcançou uma receita líquida de R$ 2 bilhões com margem Ebitda de 29% no primeiro trimestre, com ajuda das vendas diretas ao consumidor (“sell-out”), que aceleraram. Segundo a farmacêutica, essas vendas cresceram acima do esperado, com alta de 9,4%.
Oliveira disse que o resultado foi impulsionado principalmente pelo lançamento de novos produtos, que contribuíram com 2,6 pontos percentuais para o desempenho no trimestre. “Esse desempenho também é reflexo dos maiores investimentos em marketing desde o início de 2025, com destaque para as mídias digitais e o marketing nos pontos de venda”, destacou o diretor-presidente.
A empresa está otimista com 2026 e disse que espera continuar com crescimento consistente no sell-out. “Não damos ‘guidance’ (projeção) para o ano, mas acreditamos que talvez [devemos chegar] um pouco mais na banda de cima [das projeções]. Faz sentido, dado o desempenho do primeiro trimestre e o que começamos a ver em abril também. Mas, claro, tem muita variação ao longo dos meses, principalmente dos trimestres”, completou o executivo.
Fonte: Valor Econômico