Os hedge funds acompanhados pela UBS Asset Management encerraram junho com desempenho majoritariamente positivo, em um mês marcado pela reacomodação da liderança dos mercados globais e por forte correção nas commodities. Segundo o boletim mensal da área de Unified Global Alternatives (UGA – Hedge Funds) do banco suíço, a maior parte das estratégias contribuiu de forma positiva, reforçando o valor da diversificação em um ambiente de rotação setorial.
O pano de fundo foi o alívio das tensões geopolíticas. A expectativa de conclusão de um acordo no Oriente Médio reduziu a pressão residual sobre o mercado de energia e deu suporte adicional ao apetite por risco. O movimento se traduziu em queda expressiva das commodities: o ouro recuou 12,1% e o petróleo WTI caiu 18,5% no mês. O índice Bloomberg Commodity, em base de retorno total, cedeu 8,54% em junho.
No campo monetário, o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, adotou tom mais hawkish em sua coletiva, reforçando o compromisso de trazer a inflação de volta à meta de 2%. Com o mercado precificando maior probabilidade de alta de juros ainda neste ano, os rendimentos da ponta curta subiram — o Treasury de dois anos avançou de 3,98% para 4,14% —, enquanto a ponta longa ficou praticamente estável, com o título de dez anos oscilando de 4,45% para 4,44%.
Nas bolsas, o desempenho foi misto. O Dow Jones subiu 2,52%, mas o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 1,06% e 2,81%, respectivamente, pressionados pela fraqueza no setor de tecnologia e inteligência artificial no fim do mês, após o IPO da SpaceX, quando os fundos foram vistos como vendedores relevantes. A Ásia desenvolvida seguiu como destaque positivo, com o Nikkei 225 avançando 5,83%. Na Europa, MSCI Europe (+2,92%) e FTSE (+0,55%) subiram, enquanto o DAX caiu 0,43%. Entre os emergentes, Índia (+2,28%) e China (+0,63%) tiveram alta, mas a bolsa brasileira recuou 1,01%.
No câmbio, o euro perdeu 2,02% ante o dólar, de 1,1655 para 1,1420, enquanto a moeda americana subiu 2,09% frente ao iene, de 159,19 para 162,51.
Entre as estratégias, o índice HFRI Equity Hedge liderou os ganhos, com alta de 1,26% no mês, apoiado pela contribuição positiva das posições compradas e pela força persistente da Ásia — com destaque para a Coreia — apesar da volatilidade em tecnologia. As estratégias de Event-Driven (+1,23%) e Relative Value (+0,25%) também fecharam positivas, esta última beneficiada por bonds conversíveis e operações de mercado de capitais, ainda que a arbitragem de fusões tenha decepcionado.
Já as estratégias macro ficaram no vermelho, com o HFRI Macro cedendo 1,49%, penalizadas pela exposição à ponta curta em mercados desenvolvidos e pelas perdas em metais preciosos e energia. O crédito também sentiu o movimento de juros, com o índice de arbitragem de crédito recuando 1,38% no mês, embora as estratégias corporativas long/short e temas de carrego tenham sustentado resultado positivo no agregado da classe.
Para os alocadores, a leitura da UBS é de que junho reforçou a importância da seleção de gestores, diante da dispersão de desempenho entre regiões, setores e sub-estratégias, e de que estratégias de crédito e carrego ofereceram um perfil de retorno mais estável para equilibrar as exposições direcionais em ações e macro.
Fonte: Unified Global Alternatives – Hedge Funds Monthly Bulletin
Traduzido via Claude
