Por Agências Internacionais
03/06/2022 05h02 Atualizado há 5 horas
A Rússia ocupa atualmente cerca de 20% do território da Ucrânia, admitiu ontem o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante um discurso a parlamentares de Luxemburgo.
“Temos de nos defender contra quase todo o exército russo. Todas as formações militares russas aptas ao combate estão envolvidas nesta guerra”, disse Zelensky, completando que as linhas de frente da batalha se estendem por mais de 1 mil quilômetros.
O país vem sofrendo derrotas em batalhas importantes na guerra nas últimas semanas. Após meses de cerco, a Rússia conseguiu tomar completamente a cidade portuária de Mariupol, incluindo a periferia onde fica a siderúrgica da Azovstal, no sudeste do país.
Agora a ofensiva russa se foca na área de Donbas, no leste, onde estão as regiões separatistas dominadas por milícias pró-Moscou de Donetsk e Luhansk. Na semana passada, o governador da região de Luhansk – que faz parte do Donbas -, Serhy Haidai, disse que apenas 5% da região estava sob controle de Kiev.
Nesta semana a Rússia continuou a avançar na região e está perto de tomar Sievierodonetsk, última grande cidade de Donbas ainda sob controle ucraniano.
Segundo militares ucranianos, o recuo vai servir para posicionar melhor as tropas e também esperar pela chegada de novos equipamentos do Ocidente, que os ucranianos esperam que possam servir para mudar os rumos do conflito.
“Estamos com algum atraso [no envio das armas], então as próximas semanas serão muito difíceis para nossos amigos ucranianos”, disse o general da reserva e ex-comandante das forças do Exército dos EUA na Europa Ben Hodges.
Fonte: Valor Econômico
O Kremlin, por seu lado, alertou para “cenários absolutamente indesejáveis e bastante desagradáveis” se armas fornecidas pelo Ocidente forem usadas contra russos e disparadas contra a Rússia. “Isso trará mais sofrimento para a Ucrânia, que é apenas uma ferramenta nas mãos dos países que fornecem armas”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.