Trump deixa claro ao mundo com prisão de Maduro que quem manda na América Latina é ele

Ataque à Venezuela é mais um sintoma do fim do sistema de regras criado pelos EUA após a 2ª Guerra. Crédito: TV Estadão
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Mike Johnson, descartou, nesta segunda-feira, 5, o envio de tropas para a Venezuela e afirmou que aguarda as eleições no país. A declaração, feita após uma reunião confidencial com membros do governo Donald Trump, vai de encontro ao pronunciamento que o presidente americano fez mais cedo no mesmo dia em entrevista à NBC News.
Após a intervenção do último sábado, 3, que culminou na captura do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, “não esperamos tropas em solo venezuelano” , disse Johnson a jornalistas.
Na reunião, estiveram presentes o secretário de Estado, Marco Rubio, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, além de outros membros do Congresso.

“Não prevemos nenhum envolvimento direto além de pressionar o governo interino para que avance com as negociações”, acrescentou. Nesta segunda, a ex-vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina.
Johnson disse ainda que “espera que as eleições sejam realizadas na Venezuela”. Segundo ele, alguns “aspectos ainda estão sendo definidos, é claro, mas isso deve acontecer em breve”.
Ainda segundo o presidente da Câmara, a economia do país sul-americano “deve permanecer estabilizada”. Ele também defendeu a “total legalidade” dos bombardeios e da operação na residência de Maduro.
Por outro lado, para o líder da minoria no Senado, o democrata Chuck Schumer, a reunião “deixou mais perguntas do que respostas”.
“O plano deles para os Estados Unidos governarem a Venezuela é vago, baseado em ilusões. Quando os EUA embarcam nesse tipo de mudança de regime, sempre acabam nos prejudicando”, afirmou.
Este foi o vigésimo briefing ao Congresso desde que os Estados Unidos iniciaram seu destacamento militar na costa venezuelana em setembro, o que acabou levando a ação, incluindo bombardeios, em Caracas e cidades próximas. /AFP
Fonte: Estadão

