A receita da distribuidora e fabricante de medicamentos caiu 5,7% para R$ 2,7 bilhões, entre janeiro e março de 2025
A ViveoCotação de Viveo, empresa de distribuição e fabricação de medicamentos, registrou um prejuízo ajustado de R$ 20,8 milhões no primeiro trimestre, uma elevação de quase seis vezes ao ser comparado com o mesmo período de 2024, quando o resultado ficou negativo em R$ 3,5 milhões.
Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi 1,3% superior, somando R$ 150,5 milhões. A margem do respectivo indicador aumentou 0,4 ponto percentual para 5,7%.
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A margem do lucro bruto ajustado subiu 0,3 ponto percentual para 13,8%. E as despesas administrativas e de vendas caíram 6,3% para R$ 239,2 milhões.
“Desde o primeiro trimestre de 2023 não tínhamos um aumento de margem bruta. Consideramos que a melhora nesse indicador, da margem Ebitda e das despesas comerciais, é reflexo de nossa reestruturação”, disse Leonardo Byrro, presidente da ViveoCotação de Viveo.
Segundo o executivo, o foco da companhia — que precisou, no fim do ano, renegociar os “covenants” (cláusulas contratuais) junto aos credores devido a sua alta alavancagem — está centrado em três pontos: retomada da margem bruta, redução das despesas e melhora do capital de giro.
A empresa vai se desfazer de ativos menores como já fez com as startups Farma.me e Boxifarma. Segundo fontes do mercado, a ViveoCotação de Viveo também tenta vender a Cremer.
A companhia tem a expectativa de melhora no prazo de recebimento que, no primeiro trimestre, caiu 11 dias. As negociações com hospitais e operadoras estão mais flexíveis e os novos contratos já estão sendo renovados e fechados com prazo menor. “Agora, estamos preferindo perder contratos a absorver perdas”, disse Frederico Oldani, vice-presidente financeiro da ViveoCotação de Viveo.
No primeiro trimestre, a receita caiu 5,7% para R$ 2,7 bilhões, entre janeiro e março. Essa queda, segundo Oldani, se deve ao reajuste de medicamentos determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) ter sido menor, abaixo da inflação. “Nos anos anteriores, as compras de hospitais e clínicas eram antecipadas para março, a fim de evitar o reajuste, o que não ocorreu em 2025”, disse.
Oldani destaca ainda que a queima de caixa, comum nos primeiros trimestres, neste ano foi menor, ficando em R$ 52 milhões contra R$ 172 milhões apurados em 2024.
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Fonte: Valor Econômico