O lançamento do novo medicamento está previsto para 2029
A GSK anunciou a compra de um medicamento experimental por até US$ 2 bilhões para reforçar seu pipeline e entrar no promissor campo de terapias para o fígado.
O tratamento está pronto para entrar na fase final de testes clínicos, anunciou a farmacêutica britânica na quarta-feira. O medicamento pode se tornar um sucesso de vendas, de acordo com analistas, e o acordo pode ajudar a aliviar as preocupações com as perspectivas de crescimento da GSK, à medida que alguns de seus principais medicamentos envelhecem.
A GSK concordou em pagar US$ 1,2 bilhão adiantado pela efimosfermina, com potencial para pagamentos adicionais de US$ 800 milhões. O lançamento do novo medicamento está previsto para 2029.
A Boston Pharmaceuticals licenciou o medicamento da Novartis em 2020, com a GSK agora responsável por pagamentos por metas de sucesso e royalties escalonados para a farmacêutica suíça.
A doença hepática está atraindo crescente interesse de farmacêuticas, incluindo as líderes em obesidade Eli Lilly e Novo Nordisk, visto que há poucas opções de tratamento para o órgão crucial quando ele é danificado pelo excesso de gordura.
A Lilly e a Novo apostam que seus atuais sucessos de vendas com GLP-1 podem ajudar, enquanto outras empresas investigam diferentes abordagens para uma condição que compartilha algumas das mesmas causas básicas do diabetes e da obesidade: nutrição, estilo de vida e inflamação.
O novo medicamento, licenciado anos atrás pela Novartis para a Boston Pharmaceuticals, de capital fechado, deve ter benefícios que vão além de qualquer terapia com GLP-1 que os pacientes estejam tomando, afirmou a GSK.
O medicamento, chamado efimosfermina, pode ajudar fígados danificados tanto pelo acúmulo de gordura quanto pelo consumo de álcool, de acordo com a GSK. Por enquanto, ele está em desenvolvimento para danos causados pela gordura.
Dados de ensaios clínicos em estágio intermediário com efimosfermina mostraram que uma dose injetável mensal reverteu rapidamente a fibrose hepática e interrompeu sua progressão.
Embora a GSK não esteja combatendo diretamente a obesidade, o acordo se encaixa em seu investimento em condições inflamatórias que frequentemente se sobrepõem ao excesso de peso. Outro medicamento em desenvolvimento para doenças hepáticas poderia ser combinado com a efimosfermina, afirmou a empresa.
Há mais de 30 medicamentos em ensaios clínicos, de acordo com analistas da Bloomberg Intelligence. Os sucessos de vendas da Lilly e da Novo para obesidade e diabetes estão entre os mais avançados. A Lilly também firmou um acordo de licenciamento separado com a sul-coreana OliX Pharmaceuticals no início deste ano.
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Fonte: Valor Econômico