O gabinete do primeiro-ministro do Paquistão autorizou, nesta quarta-feira (7), as Forças Armadas do país a tomar “ações correspondentes” para retaliar a Índia pelos ataques com mísseis de ontem. A informação surge após o país chamar o ataque indiano de “ato de guerra” e eleva a tensão na Ásia.
Em reação, a Índia disse a enviados estrangeiros que vai responder se o Paquistão retaliar, de acordo com fontes citadas pela agência “Reuters”.
A Índia disparou mísseis contra o Paquistão na terça-feira no que disse ter sido uma retaliação a um massacre de turistas indianos no mês passado. O Paquistão afirmou que mais de 20 pessoas, incluindo crianças, foram mortas.
Os ataques atingiram pelo menos nove locais “onde ataques terroristas contra a Índia foram planejados”, informou o Ministério da Defesa da Índia. O exército paquistanês afirmou que os mísseis atingiram seis locais na Caxemira administrada pelo Paquistão e na província de Punjab, no leste do país.
O Paquistão alegou ter abatido vários caças indianos. Três aviões caíram sobre vilarejos em território controlado pela Índia, e houve intensa troca de tiros entre as partes. Pelo menos sete civis também foram mortos na região por bombardeios paquistaneses, segundo a polícia e médicos indianos.
As tensões aumentaram entre os países vizinhos, que possuem arsenal nuclear, desde um ataque em abril, no qual homens armados mataram 26 pessoas, a maioria turistas hindus indianos, na Caxemira controlada pela Índia.
A Índia acusa o Paquistão de estar por trás do ataque, reivindicado por um grupo autodenominado Resistência da Caxemira. A Índia afirmou que o grupo tem ligações com o Lashkar-e-Taiba, um grupo militante paquistanês dissolvido. Islamabad nega envolvimento.
Índia e Paquistão travaram duas de suas três guerras pela região da Caxemira, que é dividida entre eles e reivindicada por ambos.
Fonte: Valor Econômico
