Uma ampla gama de notícias positivas dos últimos dias pode abrir espaço para a continuidade do rali dos ativos brasileiros que foi visto ao longo deste ano.
Quem chama atenção para isso é o economista-chefe da Neo Investimentos, Luciano Sobral, ao citar a queda das expectativas de inflação; a inflação mais baixa nos Estados Unidos; sinais de trégua na guerra comercial sino-americana; um possível acordo entre EUA e Brasil; e as eleições na Argentina diante da vitória do presidente Javier Milei. Isso tem animado a narrativa de uma “onda pró-mercado” na América do Sul, o que ajuda a alimentar os fluxos de investimentos para a região.
“O cenário global, especialmente o dos EUA, acabou direcionando os fluxos. Não parece que há muita coisa em 2025 no mercado local para acontecer e as eleições estão longe”, diz.
“Os cenários em que o governo rasga o arcabouço fiscal para gastar no ano que vem ficaram meio afastados e, se o cenário externo se mantiver lá fora, com o Fed cortando os juros, esse desempenho positivo tende a continuar.”
Ontem, os juros futuros de médio prazo ensaiaram ficar abaixo de 13% e atingiram o menor nível desde novembro de 2024, ao mesmo tempo em que o Ibovespa alcançou máxima histórica nominal intradiária e de fechamento.
O ambiente positivo, contudo, pode não se estender tanto ao câmbio, na visão de Sobral, que aponta para o fluxo cambial que costuma ser bastante negativo no fim do ano devido às remessas de lucros e dividendos para o exterior. “Isso pode ser relevante neste ano. Para os outros ativos, no entanto, o otimismo pode se estender.”
Fonte: Valor Econômico
