O Ministério de Minas e Energia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) apresentaram nesta terça-feira o cronograma da seleção de empresas e projetos que vão acessar recursos do novo fundo de investimento voltado para minerais estratégicos.
A divulgação das etapas de trabalho foi feita por técnicos do governo durante o Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC), considerado a principal convenção de mineração e pesquisa mineral do mundo.
O calendário de atividades prevê a realização de um seminário sobre o tema a ser realizado pelo banco de fomento em abril. A ideia é mobilizar “potenciais gestores e investidores” no Brasil. Já em maio, está prevista a abertura da seleção pública dos projetos que se encaixam no escopo do financiamento.
Somente em outubro, o governo divulgará o resultado da análise dos pedidos para acessar recursos do fundo por meio de financiamento de projetos. “Ainda este ano, os projetos que corresponderem a todos critérios do BNDES estarão com o dinheiro para o desenvolvimento das atividades”, afirmou Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, em comunicado antecipado ao Valor.
Conforme informou o Valor, na semana passada, o Fundo de Investimentos (FIP) em Minerais Estratégicos no Brasil deve levantar mais de R$ 1 bilhão. O objetivo do governo é viabilizar novos empreendimentos de minerais considerados estratégicos para a transição energética, descarbonização e produção sustentável de alimentos.
O BNDES tem a expectativa de atrair entre 15 e 20 empresas com projetos de pesquisa mineral, desenvolvimento e implantação de novas minas de minerais estratégicos. O banco federal se comprometeu em aportar até R$ 250 milhões no Fundo. Esse repasse deve garantir participação limitada a 25% do total, sendo esperados outros investidores nacionais e internacionais.
“O fundo de minerais críticos reforça a estratégia do BNDES de atuar em parceria com a iniciativa privada na captação de recursos para uma área estratégica para o país. A liderança internacional do presidente Lula abriu uma janela histórica de oportunidades e a exploração sustentável dos minerais críticos será fundamental para colocar o Brasil na liderança global da transição energéticas”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, no mesmo comunicado.
De acordo com o MME, o Fundo irá priorizar os minerais para transição energética e descarbonização, sendo eles: cobalto, cobre, estanho, grafita, lítio, manganês, minério de terras raras, minérios do grupo da platina, molibdênio, nióbio, níquel, silício, tântalo, titânio, tungstênio, urânio, vanádio e zinco. Fosfato, potássio e remineralizadores, minerais fundamentais para a fertilidade do solo, também estão no rol de elementos abrangidos pelo fundo.
“Além de trazer investimentos e parceiros estratégicos, o fundo tem como objetivo estimular uma mineração sustentável. Seguindo os direcionamentos do presidente Lula, estamos focados na transição energética ao mesmo tempo que pensamos nas comunidades e no meio ambiente”, afirmou Silveira.
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— Foto: Bloomberg
Fonte: Valor Econômico
