Por Eduardo Magossi, Valor — São Paulo
12/01/2023 10h59 Atualizado há 9 minutos
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) de dezembro veio dentro do esperado pelos investidores em todos os seus recortes e mostraram uma desaceleração da pressão dos preços no mês de dezembro, com exceção do núcleo do CPI mensal. Todos os indicadores vieram, contudo, dentro das expectativas do consenso do The Wall Street Journal.
Segundo o Departamento de Trabalho americano, o CPI de dezembro caiu 0,1%, depois de terem registrado alta de 0,1% em novembro e avanço de 0,4% em outubro e setembro. Já no acumulado em 12 meses, o avanço foi de 6,5% em dezembro, desacelerando em relação aos 7,1% de novembro, 7,7% em outubro e 8,2% de setembro.
O resultado do CPI mostra que a inflação dos EUA está em seu patamar mais baixo desde outubro de 2021.
O núcleo do CPI, que exclui a parte mais volátil de preços de alimentação e energia, e tem sido mais acompanhada pelo Federal Reserve (Fed) acelerou e subiu 0,3% em dezembro ante a alta de 0,2% de novembro mas já era esperado pelo mercado. Na base anual, o avanço foi de 5,7%, também esperado pelo mercado, menor que os 6% de novembro, 6,3% de outubro e 6,6% de setembro.
O Departamento de Trabalho americano informou que a queda no indicador de gasolina no mês de dezembro compensou a alta de todos os demais indicadores, incluindo moradia e alimentação.
O economista-sênior do Oxford Economist, Bob Schwartz, disse ao Valor que a melhora dos gargalos nas cadeias de abastecimento, a redução na demanda, a mudança nas preferências de compras dos consumidores de bens para serviços os preços mais baixos de energia estão todos contribuindo para desacelerar as taxas de inflação que devem continuar caindo gradualmente por todo 2023.
O resultado da CPI abre uma porta para que o Federal Reserve (Fed) decida por uma nova redução no ritmo de sua alta de juros na reunião de fevereiro e eleve sua taxa de referência em 0,25 ponto percentual para o intervalo de 4,50% e 4,75%.
Fonte: Valor Econômico
