Por Lucianne Carneiro, Valor — Rio
28/02/2023 09h22 Atualizado há 23 minutos
A taxa de desemprego no país caiu para 7,9% no quarto trimestre de 2022 e, com isso, fechou o ano em 9,3%, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa anual de 9,3% foi a mais baixa desde 2015, quando tinha sido de 8,6%. Em 2021, foi de 13,2%.
O resultado do trimestre ficou em linha com a mediana das expectativas de 26 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 7,9%. O intervalo das projeções ia de 7,8% a 8,5%. No caso da taxa de 9,3% em 2022, o número ficou abaixo da previsão do Valor Data, que era de 9,5%. O intervalo das projeções ia de 9,1% a 9,6%.
O dado do último trimestre do ano ficou abaixo do verificado no terceiro trimestre de 2022 (8,7%) e abaixo do resultado de igual período de 2021 (11,11%). No trimestre encerrado em novembro, a taxa estava em 8,1%.
O IBGE mostrou ainda que o Brasil teve, em 2022, uma média de 10 milhões de desempregados, uma redução de 28% frente aos 13,9 milhões de desempregados que o país teve na média do ano anterior, ou 3,9 milhões a menos.
Apesar da queda, o número de pessoas em busca de trabalho está 46,4% mais alto que em 2014, quando o mercado de trabalho tinha o menor contingente de desocupados (6,8 milhões) da série histórica da Pnad Contínua.
No quarto trimestre de 2022, o país tinha 6,8 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta retração de 9,4% frente ao 3º trimestre (menos 888 mil pessoas) e queda de 28,6% frente a igual período de 2021 (menos 3,4 milhões de pessoas).
No resultado anual, a população ocupada média chegou a 98 milhões de pessoas, a maior média anual da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, e 7,4% acima de 2021. Frente a 2012, quando a média anual da população ocupada foi de 89,6 milhões de pessoas, houve aumento de 9,4%.
Entre outubro e dezembro de 2022, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 99,4 milhões de pessoas. Isso representa estabilidade em relação ao 3º trimestre, segundo o IBGE. Frente a igual trimestre de 2021, subiu 3,8% (3,6 milhões de pessoas a mais).
Fonte: Valor Econômico