O acordo entre a Bavarian Nordic e o laboratório americano Grand River foi intermediado pelo governo dos EUA, que, nesta quinta (18), anunciou a compra de mais 1,8 milhões de doses do imunizante
Por Valor — São Paulo
18/08/2022 16h34 Atualizado há 2 horas
A Bavarian Nordic, produtora da vacina contra a varíola dos macacos, anunciou parceria com o laboratório dos Estados Unidos, Grand River, que torna possível a fabricação do imunizante no país, aumentando a capacidade de produção do medicamento dias depois da empresa dinamarquesa ter dito que teria dificuldade de atender toda a demanda mundial só com sua produção local.
O acordo entre a empresa europeia e americana foi intermediado pelo governo dos EUA, que nesta quinta-feira (18) anunciou a compra de mais 1,8 milhões de doses da vacina e busca mitigar os impactos do surto.
O acordo prevê a finalização e o envasamento da vacina nos EUA, o que permite maior descentralização do processo produtivo. O governo americano ressaltou que este tipo de acordo normalmente demora meses para ser concluído, porém, a urgência da questão acelerou o processo.
A parceria “aumentará significativamente a capacidade de envasar e finalizar o preparo das doses compradas pelo governo e nos permite cumprir nossas entregas agora e para o futuro mais rapidamente para locais em todo o país ”, disse Bob Fenton, coordenador da resposta nacional à varíola da Casa Branca, em comunicado.
A Bavarian Nordic, com sede na Dinamarca, tem a única vacina aprovada para a varíola dos macacos. A demanda pela vacina disparou depois que o surto chegou à Europa e aos EUA, levando a empresa a buscar parceiros internacionais de produção para suprir a demanda.
A Bavarian Nordic pode produzir mais vacina do que envasar o produto, disse Gary Disbrow, diretor da unidade de Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado da ASPR.
A Bavarian Nordic também está analisando uma potencial parceria com uma grande empresa farmacêutica dos EUA para aumentar a capacidade de fabricação, com provável transferência de tecnologia, o que aumentaria ainda mais a capacidade de produção do imunizante.1 de 1 Vacina contra a varíola do laboratório dinamarquês Bavarian Nordic — Foto: Divulgação/Bavarian Nordic
Vacina contra a varíola do laboratório dinamarquês Bavarian Nordic — Foto: Divulgação/Bavarian Nordic
Fonte: Valor Econômico