Daniela Amorim, 30 de junho de 2022 | 09h07
Atualizado 30 de junho de 2022 | 11h11
RIO – O desemprego no Brasil caiu de 10,5% no trimestre terminado em abril para 9,8% no encerrado em maio, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou abaixo do piso (9,9%) da pesquisa Estadão/Broadcast, que teve mediana de 10,2% e teto de 10,6%.

Esta é a primeira vez que a taxa de desemprego fica abaixo de 10% desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016, quando ficou em 9,6%. O resultado foi o menor para o período desde fevereiro de 2015, quando estava em 8,3%.
Em igual período de 2021, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 14,7%. No trimestre encerrado em abril de 2022, a taxa de desocupação estava em 10,5%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.613 no trimestre encerrado em maio, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 249,849 bilhões no trimestre até maio, alta de 3% ante igual período do ano anterior.
Participação no mercado de trabalho
“É importante notar que a participação no mercado de trabalho praticamente voltou aos seus níveis pré-crise”, escreveu, em nota, Gabriel Couto, economista do Santander Brasil. Nas suas contas, a taxa de participação com ajuste sazonal avançou de 62,5% em abril para 62,8% em maio, 0,2 ponto abaixo do nível de fevereiro de 2020. / COLABOROU CÍCERO COTRIM
Fonte: O Estado de S. Paulo