/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/E/w/tF0gz8SkOXXGBn8bpdng/461449448.jpg)
Flávio Bolsonaro no lançamento de sua campanha à Presidência — Foto: Maira Erlich/Bloomberg
As movimentações feitas nas últimas semanas por Flávio Bolsonaro chamaram atenção e, na Faria Lima, houve quem passasse a enxergar um novo risco eleitoral: uma eventual contestação do resultado das urnas em caso de derrota. Se, no início da campanha, o filho do ex-presidente buscava vender uma aparência de moderação, a decisão de convocar embaixadores para criticar as urnas eletrônicas aponta para uma radicalização do discurso e acrescenta um risco ao processo eleitoral deste ano.
O economista-chefe de uma importante instituição avalia que não há dúvidas de que a política fiscal do Brasil precisa ser ajustada e uma sinalização sobre o assunto precisa ser emitida logo após as eleições para dar alívio às condições financeiras. “Mas acho que o maior risco no caso de uma vitória de Lula, agora, passa a ser uma nova disputa em torno da lisura do processo eleitoral”, afirma.
Para esse interlocutor, ainda que Jair Bolsonaro tenha buscado meios de permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022, os Estados Unidos eram presididos por Joe Biden e sinais claros foram emitidos pelo governo americano de que nenhuma ruptura no processo democrático seria reconhecida pela maior economia do mundo.
“Com Donald Trump sendo o novo ‘xerife’ do mundo, o risco de que essas relações entre Brasil e EUA fiquem extremamente acirradas cresce bastante, especialmente se a eleição tiver uma margem apertada de votos”, aponta. “Esse, para mim, passa a ser o maior risco no caso de uma derrota de Flávio”, diz.
Não à toa, segundo o economista, Flávio Bolsonaro convocou embaixadores recentemente para criticar as urnas eletrônicas do Brasil e buscou fazer conexões entre o processo eleitoral do país e o da Venezuela. “Dias antes, Trump tinha feito declarações muito parecidas”, nota.
“Jair e Eduardo já pegaram um avião e foram se exilar nos Estados Unidos, de onde continuaram exercendo essas pressões políticas. Não acho que poderia ser diferente com o Flávio. Parece que ele já começa a preparar o terreno para uma eventual derrota”, avalia.
Fonte: Valor Econômico
