A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março, segundo dados divulgados nesta 5ª feira (14.mai.2026) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é a menor já registrada para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica, em 2012.
No trimestre encerrado em dezembro de 2025, a desocupação estava em 5,1%. O resultado representa alta de 1 ponto percentual na comparação trimestral. Em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 7,0%, o indicador recua 0,9 ponto percentual.
O número de desocupados soma 6,6 milhões no trimestre encerrado em março. Já a população ocupada totaliza 102,0 milhões.
Apesar da alta na margem, o desemprego segue em nível historicamente baixo. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores atinge R$ 3.722, novo recorde da série. A massa de rendimento totaliza R$ 374,8 bilhões, também no maior nível já registrado.
A taxa de informalidade fica em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais.
MERCADO DE TRABALHO
A alta do desemprego no início do ano é considerada sazonal e reflete, principalmente, o encerramento de vagas temporárias abertas no fim do ano anterior, sobretudo nos setores de comércio e serviços.
No trimestre encerrado em março, nenhum dos 10 grupamentos de atividade pesquisados pelo IBGE registrou aumento no número de ocupados na comparação trimestral. Comércio, administração pública e serviços domésticos lideraram as perdas de vagas.
Mesmo com a desaceleração, o mercado de trabalho continua sustentando o consumo das famílias por causa do nível elevado de ocupação e renda.
Fonte: Poder360
