Por Victor Rezende, Valor — São Paulo
27/07/2023 16h31 Atualizado há 18 horas
A comunicação adotada pelo Banco Central desde a decisão de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) “definitivamente deixou a porta aberta” para o início de um ciclo de flexibilização monetária em agosto, ao mesmo tempo em que os dados recentes de inflação mostraram uma dinâmica mais benigna e o debate em torno das metas de inflação “evoluiu positivamente”. Dado esse contexto, os economistas do BTG Pactual veem probabilidade maior de que um grupo majoritário de membros do Copom vote por implementar um corte de 0,5 ponto percentual na Selic na próxima semana.
“Ao todo, mesmo a ala mais cautelosa do comitê terá de reconhecer as notícias favoráveis desde a última reunião”, apontam os economistas Claudio Ferraz, Bruno Balassiano e Bruno Martins em relatório enviado a clientes. “Considerando a visão predominante no comitê e os acontecimentos desde a última reunião, que acreditamos que podem levar o Copom como um todo a perceber uma melhora no balanço de riscos, acreditamos agora que um grupo dominante de membros implementará um corte de 0,5 ponto na taxa desde a primeira reunião”.
Na visão do BTG, dado o atual nível restritivo da Selic, o comitê deve julgar que um ritmo de 0,5 ponto de redução nos juros “está longe de implicar em um afrouxamento excessivo no curto prazo, ou seja, poderia manter o mesmo ritmo por várias reuniões sem atingir um patamar expansionista da política monetária”. Caso essa decisão se confirme, os economistas do BTG dizem acreditar que o Copom pode sinalizar que considera a flexibilização implementada em agosto “o ritmo ideal para o ciclo”. Eles, porém, ressaltam que a decisão é mais incerta que o habitual diante da entrada de dois novos membros no colegiado.
Fonte: Valor Econômico


