O bitcoin (BTC) e o ether (ETH) ensaiam uma recuperação nesta quarta junto com a melhora no apetite a ativos de risco. Investidores seguem confiantes em corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) após novos indicadores apontarem para um mercado de trabalho um pouco menos aquecido os EUA.
Maior das criptomoedas, o bitcoin chegou a ser negociado a até US$ 111.464 pela manhã com a recuperação das ações de tecnologia. Já o ether voltou a ser negociado acima de US$ 4.400, patamar que tem mantido nas últimas horas.
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin voltaram a ter captação positiva ontem, somando aportes líquidos de US$ 332,8 milhões, segundo o Farside. Já os produtos de ethereum registradam saques líquidos de US$ 135,3 milhões, pelo segundo dia seguido.
Perto das 12h10 (horário de Brasília), o bitcoin operava com alta de 1,2% nas últimas 24 horas, negociado a US$ 112.338, conforme dados do CoinGecko. Em reais, o bitcoin apresentava valorização de 0,72% a R$ 611.989, de acordo com valores fornecidos pelo Cointrader Monitor. Já o ether tinha alta de 3,3% a US$ 4.464. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente era de US$ 3,97 trilhões.
Para André Franco, da Boost Research, o bitcoin segue resiliente com o dólar firme e ouro em alta apesar da cautela com preocupações fiscais e pela contínua desaceleração da atividade manufatureira nos Estados Unidos, o que pesou o sentimento dos investidores.
“O bitcoin na região dos US$ 111 mil apresenta no curto prazo uma perspectiva neutra a levemente negativa, já que o fortalecimento do dólar e os rendimentos elevados dos títulos de longo prazo atuam como fatores de pressão sobre o BTC, reduzindo seu apelo como ativo alternativo de refúgio”, disse.
Por outro lado, afirma ele, o novo recorde do ouro e o clima de incerteza fiscal podem atrair parte dos fluxos para o mercado cripto, como alternativa de diversificação. “O bitcoin tende a oscilar dentro da faixa entre US$ 110 mil e US$ 112 mil, enquanto aguarda sinais mais claros dos próximos dados macroeconômicos e da postura oficial do Fed”, completou.
Fonte: Valor Econômico