Por Dow Jones Newswires — Tóquio
20/12/2022 02h52 Atualizado há 7 horas
O Banco do Japão (BoJ) tomou uma decisão surpresa ao permitir que os rendimentos dos títulos do governo japonês (JGB) subam a um patamar mais alto, movimento que fez com que o iene subisse acentuadamente.
O banco central japonês estabeleceu sua faixa-alvo para os títulos do governo japonês de 10 anos entre menos 0,5% e mais 0,5%. Anteriormente, o intervalo alvo era entre menos 0,25% e mais 0,25%.
Como os rendimentos da JGB estão sendo negociados perto de 0,25% há meses, a decisão efetivamente permite que o rendimento suba até 0,5%. Isso apoiou o iene, que caiu em relação ao dólar durante a maior parte deste ano por causa do aumento da diferença nas taxas de juros entre o Japão e os Estados Unidos.
O iene estava sendo negociado a pouco mais de 134 ienes por dólar após a decisão, em comparação com pouco mais de 137 ienes por dólar antes da decisão.
Na mesma reunião, o BoJ decidiu manter a taxa de depósito (referencial) a 0,1% negativo, mantendo o Japão como a única grande economia com taxas de juros ultrabaixas.
Presidente do BC do Japão rebate mercado e diz que política monetária continua frouxa
Rebatendo a leitura do mercado financeiro de que o Banco do Japão (BoJ) começa a abandonar sua política de juro zero, seu presidente, Haruhiko Kuroda, disse nesta terça-feira que a decisão do banco central de permitir o aumento da faixa-alvo dos rendimentos dos títulos de 10 anos (JGBs) não é um passo para o fim do programa de alívio monetário.
Kuroda concedeu entrevista coletiva para comentar a decisão de hoje. “Não foi uma alta de taxas de juros, mas o objetivo é melhorar o funcionamento do mercado para que os efeitos de alívio monetário da política de controle dos rendimentos (ou yields) sejam melhor transmitidos por canais como o financiamento às empresas”.
A autoridade monetária japonesa vai permitir que os rendimentos dos títulos do governo japonês (JGB) subam até 0,5%, de 0,25% antes na ponta de cima. Na ponta de baixo do intervalo, a taxa passou de -0,25% para -0,5%.
Fonte: Valor Econômico
