Insulina sem registro domina o SUS e governo culpa mercado de emagrecedores

Cerca de 46 milhões dos 67 milhões de canetas e frascos contendo o medicamento entregues em 2025 pelo Ministério da Saúde foram certificados apenas por agências do exterior —uma medida emergencial e que levanta críticas da indústria nacional e questionamentos sobre a qualidade dos produtos.

O ministério atribui a escassez global de insulina à prioridade dada pela indústria para as canetas emagrecedoras. As principais fabricantes do medicamento para diabetes também disputam o bilionário mercado de tratamentos da obesidade. A pasta ainda afirma que seguiu rigorosamente a legislação brasileira e realizou compras emergenciais, sem registro, para evitar desabastecimento.

Novo tratado entre Brasil e China pega o mundo todo de surpresa

O Brasil e a China firmaram um acordo inédito na área da saúde, voltado à produção conjunta de medicamentos contra câncer, diabetes, obesidade e doenças autoimunes, além de fortalecer a pesquisa científica e os estudos clínicos no país. O tratado, assinado nesta terça-feira (14) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em parceria com a biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals, a Fiocruz e a Biomm, foi classificado como um marco na cooperação internacional entre os dois países.

Um dos principais resultados imediatos do acordo é a produção nacional da insulina glargina, medicamento de ação prolongada essencial para o tratamento do diabetes tipo 1 e 2. A meta inicial é fabricar 20 milhões de frascos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).