O novo medicamento da Eisai e da Biogen é considerado o mais promissor, até o momento, para ajudar a retardar o declínio cognitivo causado pela doença
Por Dow Jones — Nova York
06/01/2023 22h00 Atualizado há uma semana
A Food and Drug Administration (FDA, regulador de saúde dos EUA) aprovou um novo medicamento para Alzheimer da Eisai e da Biogen, considerado o mais promissor até o momento em uma nova classe de substâncias que podem ajudar a retardar o declínio cognitivo causado pela doença.
A FDA concedeu aprovação condicional ao medicamento lecanemab, com base em um estudo inicial que descobriu que reduzia os níveis da proteína amiloide do cérebro de pessoas com estágio inicial de Alzheimer. As empresas vão vendê-lo sob a marca Leqembi.
A FDA pode acelerar a aprovação de um medicamento para trazê-lo rapidamente ao mercado, se for comprovado que ele ajude os pacientes que sofrem de doenças graves mais do que os produtos que estão disponíveis.
A agência reguladora disse que o medicamento deve ser usado por pacientes com Alzheimer em estágio inicial, definido como comprometimento cognitivo leve ou demência leve e com amiloide cerebral confirmado por testes diagnósticos.
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Frascos e embalagens do medicamento Leqembi (Eisai/Biogen), que pode ajudar no tratamento contra o Alzheimer, aprovado pelo FDA — Foto: Eisai/AP
US$ 26.500 por ano
A Eisai informou que pretende vender o medicamento a um preço de US$ 26.500 por ano para o paciente médio e que estaria disponível comercialmente em 23 de janeiro. Seguradoras que avaliam os preços dos medicamentos disseram que um preço justo estaria na faixa de US$ 8.500 a US$ 20.600 por ano.
A droga é a primeira a mostrar claramente que a redução de amilóide resulta em benefícios clínicos para os pacientes, embora os médicos digam que seus efeitos são relativamente modestos e longe de uma cura. O uso da droga também aumenta o risco de efeitos colaterais, incluindo sangramento cerebral e inchaço.
Ainda assim, os médicos dizem que sua aprovação é um marco em décadas de busca por novas abordagens para o Alzheimer e pode dar início a uma transformação no tratamento nos Estados Unidos.
Estima-se que cerca de seis milhões de pessoas nos EUA tenahm a doença, e especialmente aquelas nos estágios iniciais podem começar a tomar um medicamento antiamilóide nos próximos anos.
O Donanemab da Eli Lilly & Co, um remédio antiamilóide semelhante, está na fila da FDA para a aprovação acelerada.
Fonte: Valor Econômico