A SPX Capital acertou a vinda de Roberto Moreno, ex-executivo da tesouraria do BTG Pactual, para assumir um pedaço relevante dentro do orçamento de risco dos multimercados da gestora de recursos, fundada por Rogério Xavier, Bruno Pandolfi e Daniel Schneider, em 2010.
O profissional foi sócio sênior do BTG por cerca de dez anos, com mais de duas décadas no banco, e foi um dos grandes contribuidores para as estratégias de juros da instituição, segundo fonte a par da movimentação. Ele deixou a instituição 15 meses atrás e cumpria o período de “non compete”, a quarentena contratual.
Na SPX ele deve assumir o novo crachá na semana que vem, também como sócio-sênior, sendo responsável pelas estratégias de juros no Brasil. Mas vai se reportar a Pandolfi após as últimas mudanças promovidas na gestora.
Xavier, principal acionista da SPX, passou a deter uma menor parcela do risco, e vai atuar como um book independente, não só mais em estratégias de juros, mas também em outros mercados, de forma oportunística, para tentar antecipar grandes movimentos do mercado, segundo fonte a par das alterações.
No mês passado, Marcelo Castro e Marcella Libardoni, dois sócios seniores, deixaram a SPX. A gestora decidiu fechar o escritório em Londres e vai mudar de endereço em Nova York. A reestruturação foi divulgada primeiro pela Bloomberg no início do mês passado, e confirmada pelo Valor.
As mudanças ocorrem após anos de inferno astral para a indústria de multimercados, com a captação sendo desidratada à medida que entregaram fraca performance nos últimos anos. A recuperação que se via ao longo dos dois primeiros meses do ano foi interrompida pelos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, no fim de fevereiro.
O ano de 2026 já marca o terceiro ano de recuo para os multimercados em geral.
Fonte: Valor Econômico