Por Lucianne Carneiro, Valor — Rio
12/01/2023 11h26 Atualizado há 21 horas
Menor renda disponível, inflação alta e alteração estrutural de atividades estão por trás da segunda queda seguida dos serviços prestados às famílias, segundo o analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Luiz Carlos de Almeida Junior.
Leia também: Atividade do setor de serviços fica estável em novembro, apura IBGE
Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostram que os serviços prestados às famílias recuaram 0,8% em novembro, frente ao mês anterior, após queda de 1,2% em outubro. Nos dois meses, a perda acumulada é de 2,1%.
O recuo ocorre após uma sequência de sete altas seguidas – entre março e setembro -, período em que o segmento acumulou ganho de 10,5%.
Os serviços prestados às famílias são a única entre as cinco atividades de serviços que ainda não recuperaram o patamar registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia: estão 6,7% abaixo daquele nível.
“A queda dos serviços prestados às famílias está muito relacionada a hotéis e restaurantes, que são os mais pesados”, disse Almeida Junior, que citou uma possível alteração estrutural do setor, com maior difusão dos serviços de locação de imóveis por temporada – que são uma alternativa aos hotéis – e das entregas por aplicativos, que afetam a alimentação fora de casa.
“Mas também tem a questão conjuntural, de renda e inflação. É provável que a renda esteja afetando esses serviços. A inflação não parece estar impactando hotéis, mas certamente afeta a alimentação fora de casa”, afirmou.
Fonte: Valor Econômico

