Os preços do petróleo dispararam, em meio ao aumento dos riscos geopolíticos e de oferta após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã no final de semana. Em uma reação imediata, o Brent chegou a avançar até 13%, mas devolveu parte dos ganhos. Os mercados monitoram de perto o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o escoamento global de petróleo.
Por volta das 8h30, na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para entrega em maio subia 7,31% a US$ 78,17 por barril. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril ganhava 7,04% a US$ 71,74.
A equipe de commodities do Citi escreve, em nota, que espera que o Brent seja negociado na faixa de US$ 80 a US$ 90 por barril nesta semana. O cenário-base do Citi é que ocorram mudanças na liderança iraniana, ou que o regime sofra alterações suficientes para encerrar o conflito em um horizonte de uma a duas semanas, ou ainda que os Estados Unidos decidam desescalar após observar mudanças no comando do Irã e retrocessos nos programas de mísseis e nuclear iraniano dentro do mesmo período.
Nesse cenário de desescalada, o Citi estima que os preços do petróleo recuariam para cerca de US$ 70 por barril, com parte do prêmio de risco ainda presente, antes de convergir para US$ 62 por barril no segundo semestre de 2026. “Um conflito interno no Irã ou uma guerra regional levariam o petróleo a permanecer em níveis mais elevados por mais tempo não é o cenário-base do Citi, mas continua sendo uma possibilidade.”
Fonte: Valor Econômico
