Os Estados Unidos estão mobilizando milhares de tropas em três navios de guerra para o Oriente Médio, enquanto continuam a reforçar suas forças para a guerra contra o Irã.
O novo envio será liderado pelo USS Boxer, um navio de assalto anfíbio que partirá da Califórnia acompanhado por outras duas embarcações.
Cerca de 4.500 fuzileiros navais e marinheiros estarão envolvidos, segundo uma autoridade americana consultada pelo Financial Times (FT). Isso inclui a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, com cerca de 2.200 militares.
Os EUA já possuem cerca de 50.000 soldados na região. A 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, com outros 2.200 militares, está atualmente a caminho do Oriente Médio e deve chegar em cerca de uma semana, segundo o FT.
De acordo com o site Axios, que cita quatro fontes sob anonimato, o governo do presidente americano, Donald Trump, considera ocupar ou bloquear a ilha para pressionar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo. A via marítima está, na prática, bloqueada desde que o Irã começou a atacar embarcações em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o que provocou uma forte alta nos preços do petróleo.
“Ele [Trump] quer Ormuz aberto. Se tiver que tomar a ilha de Kharg para que isso aconteça, isso vai acontecer. Se decidir por uma invasão costeira, isso vai acontecer. Mas essa decisão ainda não foi tomada”, disse um alto funcionário do governo americano ao Axios.
“Sempre tivemos tropas em solo em conflitos sob todos os presidentes, incluindo Trump. Sei que isso é uma fixação da mídia, e entendo a política, mas o presidente fará o que for necessário”, afirmou um segundo alto funcionário. Nenhuma decisão foi tomada até o momento, acrescentou.
Questionado sobre os relatos, Trump evitou confirmar planos militares. “Se eu estivesse [planejando], certamente não diria a vocês. Mas não estou enviando tropas. Faremos o que for necessário”, disse na quinta-feira.
A ilha de Kharg, com cerca de 8 quilômetros de extensão no Golfo Pérsico, é um centro-chave de processamento para o Irã, por onde normalmente passam 90% das exportações de petróleo do Irã. A ilha havia sido, em grande parte, poupada dos ataques dos EUA e de Israel durante as duas primeiras semanas da guerra.
No entanto, os EUA bombardearam instalações militares na ilha na semana passada, embora tenham deixado intactas as instalações de exportação de petróleo. Anteriormente, Trump alertou que poderia reconsiderar a decisão de não atingir essas instalações caso o Irã ou outros países “façam qualquer coisa para interferir” na passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.
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Fonte: Valor Econômico