Por Mariana Ribeiro, Valor — São Paulo
11/07/2022 16h49 Atualizado há 13 horas
O presidente do conselho de administração e senior partner do BTG Pactual, André Esteves, disse há pouco que, no cenário atual de juros altos, é natural que parte dos investimentos vá para a renda fixa. Apesar disso, é preciso considerar que o múltiplo das empresas brasileiras de boa qualidade está baixo, acrescentou.
“Não é porque a bolsa performou de maneira negativa ao longo dos últimos seis ou 12 meses que a gente deve achar que vai continuar mal. É quase que o contrário. Dado que teve uma correção importante, pode ser que tenha um ponto de entrada importante ou interessante”, disse no evento BTG Talks 2022.
Nesse momento de preços baratos, manter essas empresas de boa qualidade “deveria fazer parte de um portfólio saudável”. “É uma clássica combinação. Aproveitar esse momento de juros muito altos, mas deixaria também alguma coisa alocada nesses ativos que parecem muito baratos e têm muita qualidade, inclusive em ciclos mais perversos da nossa economia.”
Ele disse que parece estar correta a percepção de que os ativos brasileiros estão baratos. “É claro que no momento que você tem muito deslocamento de preços relativos a nível global, você passa por janelas transitórias de precificação ineficiente. No caso brasileiro, também tem todo um ambiente de politização, estamos chegando a três meses das eleições”, disse.
O executivo destacou que há duas propostas muito diferentes do ponto de vista de posicionamento ideológico, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É natural colocar uma incerteza.”
Fonte: Valor Econômico
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