O mercado de capitais sofreu uma mudança de rota no primeiro trimestre do ano. Foram realizadas 689 operações, que movimentaram R$ 180,1 bilhões entre janeiro e março de 2026.
O volume financeiro teve um crescimento de 15,7% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. Já o número de operações aumentou 13%.
Considerando apenas o mês de março, as 239 operações realizadas no mês passado movimentaram R$ 73,4 bilhões. O resultado significa um avanço de 15,6% no volume financeiro e de 13,8% no número de operações.
Os dados divulgados pela Anbima mostram que, apesar dos títulos híbridos e de renda fixa ainda dominarem o quadro geral, a renda variável mostrou um forte crescimento percentual.
“Vemos, e até já comentávamos sobre o mix de produtos. A renda fixa, apesar de ainda muito forte, tem dividido um pouco do espaço com os híbridos e com o equity”, diz Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
O mercado de renda fixa teve um volume de R$ 143,5 bilhões (-0,76%), os híbridos somaram R$ 23,4 bilhões (+138,8%) e a renda variável, R$ 13,2 bilhões (+1.000%). O desempenho da renda variável em apenas três meses representou 85% de tudo o que foi movimentado em ofertas de equity em todo o ano de 2025.
“Vemos um volume considerável de follow-ons, atingimos mais de R$ 13 bi comparado ao último ano, é bastante relevante. Esperamos, olhando essa dinâmica, onde é possível ter follow-ons diversificados, que isso de alguma maneira retrate o caminho, que pode ser a retomada dos tão esperados IPOs”, diz Maranhão.
O executivo mencionou que as bolsas de valores estão batendo recordes atrás de recordes, e há um fluxo estrangeiro considerável no Brasil, o que tem ajudado de maneira relevante o Ibovespa e, consequentemente, influenciado os follow-ons.
“Depois de muito tempo, vemos um fluxo bastante forte, concentrado do investidor estrangeiro, vindo para a bolsa brasileira. Dependemos, obviamente, de um fluxo local e desse fluxo estrangeiro se manter firme para vislumbrar uma janela, mas acho que há uma perspectiva melhor do que tivemos ao longo dos últimos anos para essa retomada”, afirma.
Ofertas de Fiagros
Do ponto de vista de produtos, o volume de FIIs atingiu R$ 20,03 bilhões e de Fiagros R$ 3,34 bilhões, maior patamar para os três primeiros meses do ano. Já o volume de FIDCs cresceu 37,8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Na renda fixa, o pódio ficou, novamente, com as debêntures, embora apresentem um leve decréscimo quando comparadas ao primeiro trimestre de 2025, saindo de R$ 103 bi para R$ 99,32, atualmente.
Já as notas comerciais cresceram, indo de R$ 6,89 bi para R$ 9,04 no primeiro trimestre deste ano. Para a Anbima, a perspectiva é de ainda mais crescimento. Agora, a associação também acompanhará a CPR-F, que registrou um volume de R$ 1,67 bi no período.
Dentro do segmento de debêntures, 56,2% das emissões foram corporativas, enquanto 43,8% de referem a debêntures incentivadas e de infraestrutura. Esse aumento da representatividade do papel isento ocorre, segundo Maranhão, devido a condições de mercado, como condições de preço e prazo bastante atrativos.
O prazo das operações também aumentou, com 42,8% delas sendo de 10 anos, 24,2% de 4 a 6 anos, 17,2% de até 3 anos e 15,7% de 7 a 9 anos.
“Isso mostra a consolidação do mercado de debêntures de infra no Brasil, que se tornou um instrumento fundamental para essa previsibilidade da administração do passivo de longo prazo das companhias e para a viabilidade de projetos do país, principalmente energia, rodovias, saneamento”, diz César Mindof, diretor da Anbima.
Os executivos também mencionaram importância do mercado secundário, cujo volume negociado cresceu 20,1% no 1º trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 336,1 bi.
O spread medido pelo IDA (Índice de Debêntures ANBIMA) atingiu 1,66% em 20 de abril, frente ao 1,31% registrado em 13 de março.
“Falando um pouco em relação ao que vimos, porque talvez tenha uma acomodação no mercado de renda fixa, os níveis de spreads que enxergamos ao longo do ano aumentaram, parte por uma questão de realocação de fluxo já prevista, com mais presença dos híbridos e de equities”, conta Maranhão.
Já as operações de securitização foram marcadas pelo crescimento dos FIDCs, que saíram de R$ 15,53 bilhões para R$ 21,39 bilhões. As debêntures de securitização também cresceram, indo de R$ 7,99 bi para R$ 8,25 bi. Já os CRIs caíram de R$ 11,47 bi para R$ 8,22 bi, e os CRAs de R$ 6,15 bi para R$ 3,73 bi.
Por fim, as emissões externas (bonds) tiveram um decréscimo, saindo de R$ 12 bilhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 8,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O tesouro também aumentou sua participação nas emissões no período. A perspectiva dos executivos, no entanto, é positiva pO mercado de capitais sofreu uma mudança de rota no primeiro trimestre do ano. Foram realizadas 689 operações, que movimentaram R$ 180,1 bilhões entre janeiro e março de 2026.
O volume financeiro teve um crescimento de 15,7% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. Já o número de operações aumentou 13%.
Considerando apenas o mês de março, as 239 operações realizadas no mês passado movimentaram R$ 73,4 bilhões. O resultado significa um avanço de 15,6% no volume financeiro e de 13,8% no número de operações.
Os dados divulgados pela Anbima mostram que, apesar dos títulos híbridos e de renda fixa ainda dominarem o quadro geral, a renda variável mostrou um forte crescimento percentual.
“Vemos, e até já comentávamos sobre o mix de produtos. A renda fixa, apesar de ainda muito forte, tem dividido um pouco do espaço com os híbridos e com o equity”, diz Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.
O mercado de renda fixa teve um volume de R$ 143,5 bilhões (-0,76%), os híbridos somaram R$ 23,4 bilhões (+138,8%) e a renda variável, R$ 13,2 bilhões (+1.000%). O desempenho da renda variável em apenas três meses representou 85% de tudo o que foi movimentado em ofertas de equity em todo o ano de 2025.
“Vemos um volume considerável de follow-ons, atingimos mais de R$ 13 bi comparado ao último ano, é bastante relevante. Esperamos, olhando essa dinâmica, onde é possível ter follow-ons diversificados, que isso de alguma maneira retrate o caminho, que pode ser a retomada dos tão esperados IPOs”, diz Maranhão.
O executivo mencionou que as bolsas de valores estão batendo recordes atrás de recordes, e há um fluxo estrangeiro considerável no Brasil, o que tem ajudado de maneira relevante o Ibovespa e, consequentemente, influenciado os follow-ons.
“Depois de muito tempo, vemos um fluxo bastante forte, concentrado do investidor estrangeiro, vindo para a bolsa brasileira. Dependemos, obviamente, de um fluxo local e desse fluxo estrangeiro se manter firme para vislumbrar uma janela, mas acho que há uma perspectiva melhor do que tivemos ao longo dos últimos anos para essa retomada”, afirma.
Ofertas de Fiagros
Do ponto de vista de produtos, o volume de FIIs atingiu R$ 20,03 bilhões e de Fiagros R$ 3,34 bilhões, maior patamar para os três primeiros meses do ano. Já o volume de FIDCs cresceu 37,8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Na renda fixa, o pódio ficou, novamente, com as debêntures, embora apresentem um leve decréscimo quando comparadas ao primeiro trimestre de 2025, saindo de R$ 103 bi para R$ 99,32, atualmente.
Já as notas comerciais cresceram, indo de R$ 6,89 bi para R$ 9,04 no primeiro trimestre deste ano. Para a Anbima, a perspectiva é de ainda mais crescimento. Agora, a associação também acompanhará a CPR-F, que registrou um volume de R$ 1,67 bi no período.
Dentro do segmento de debêntures, 56,2% das emissões foram corporativas, enquanto 43,8% de referem a debêntures incentivadas e de infraestrutura. Esse aumento da representatividade do papel isento ocorre, segundo Maranhão, devido a condições de mercado, como condições de preço e prazo bastante atrativos.
O prazo das operações também aumentou, com 42,8% delas sendo de 10 anos, 24,2% de 4 a 6 anos, 17,2% de até 3 anos e 15,7% de 7 a 9 anos.
“Isso mostra a consolidação do mercado de debêntures de infra no Brasil, que se tornou um instrumento fundamental para essa previsibilidade da administração do passivo de longo prazo das companhias e para a viabilidade de projetos do país, principalmente energia, rodovias, saneamento”, diz César Mindof, diretor da Anbima.
Os executivos também mencionaram importância do mercado secundário, cujo volume negociado cresceu 20,1% no 1º trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 336,1 bi.
O spread medido pelo IDA (Índice de Debêntures ANBIMA) atingiu 1,66% em 20 de abril, frente ao 1,31% registrado em 13 de março.
“Falando um pouco em relação ao que vimos, porque talvez tenha uma acomodação no mercado de renda fixa, os níveis de spreads que enxergamos ao longo do ano aumentaram, parte por uma questão de realocação de fluxo já prevista, com mais presença dos híbridos e de equities”, conta Maranhão.
Já as operações de securitização foram marcadas pelo crescimento dos FIDCs, que saíram de R$ 15,53 bilhões para R$ 21,39 bilhões. As debêntures de securitização também cresceram, indo de R$ 7,99 bi para R$ 8,25 bi. Já os CRIs caíram de R$ 11,47 bi para R$ 8,22 bi, e os CRAs de R$ 6,15 bi para R$ 3,73 bi.
Por fim, as emissões externas (bonds) tiveram um decréscimo, saindo de R$ 12 bilhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 8,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O tesouro também aumentou sua participação nas emissões no período. A perspectiva dos executivos, no entanto, é positiva para as emissões.ara as emissões.
Fonte: Capital Aberto
